O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, em 18 de outubro de 2026, a identificação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus situado no município de Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina.
A suspeita clínica foi detectada durante investigação epidemiológica conduzida pelas equipes do Serviço Veterinário Oficial catarinense. O diagnóstico laboratorial definitivo foi expedido pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade credenciada e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como centro de referência global para a análise e tipificação da enfermidade.
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Imediatamente após a confirmação, o estabelecimento foi interditado cautelarmente pelas autoridades sanitárias, com o bloqueio integral da movimentação e do alojamento de aves no perímetro. As ações de isolamento, contenção e erradicação do foco já estão em andamento e seguem os protocolos estabelecidos no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que acomete tanto aves domésticas quanto espécies silvestres, provocada por linhagens virulentas do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), de acordo com os parâmetros técnicos da OMSA.
Apesar do rigor das medidas sanitárias de contenção exigidas em campo, o Mapa enfatizou formalmente que a ocorrência não compromete a segurança alimentar, assegurando que o consumo de carne de aves e produtos avícolas submetidos à inspeção oficial (SIF e órgãos estaduais) permanece plenamente seguro e sem contraindicações à população.
Em conformidade com os acordos de transparência e vigilância zoossanitária firmados pelo Brasil, o caso será oficialmente notificado à OMSA e aos governos dos países parceiros comerciais. A pasta informou que novos comunicados técnicos serão emitidos conforme o avanço dos inquéritos epidemiológicos no raio de vigilância da propriedade.
