O frango resfriado ampliou a sua competitividade comercial frente às carnes concorrentes na primeira quinzena de outubro de 2026. A maior procura pela proteína avícola foi impulsionada pela valorização mais expressiva registrada nas carcaças suína e bovina, de acordo com o mais recente relatório de conjuntura do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
Entre as três principais proteínas de origem animal, a carcaça especial suína despontou com a alta mais acentuada no atacado da Grande São Paulo na parcial apurada até 14 de outubro. O segmento bovino também acumulou avanços percentuais superiores aos do setor avícola no mesmo intervalo, ampliando a distância de preços na ponta final de consumo e estimulando a substituição pelo produto avícola.
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Apesar de perder na velocidade de reajustes frente aos concorrentes, o frango resfriado também opera em trajetória de valorização no atacado paulista em relação a setembro. Pesquisadores do Cepea destacam que o movimento atual dá sequência ao comportamento altista iniciado nos últimos dias do mês passado, com o fôlego comercial sustentado pela injeção da massa salarial e pelo aquecimento do poder de compra das famílias neste início de mês.
Suínos e bovinos sustentam movimento positivo
No mercado suinícola, a expressiva valorização da carcaça especial reflete a continuidade do movimento de recuperação setorial iniciado em setembro. De acordo com o Cepea, todas as categorias de produtos e cortes da cadeia de carne de porco vêm sustentando cotações firmes nas negociações atacadistas.
Já a valorização da carcaça casada bovina segue impulsionada pela reposição regular do varejo urbano nas capitais, beneficiada pelo giro nos balcões de açougues e supermercados com a circulação da renda no início do mês. Com o encarecimento das duas carnes vermelhas, o frango resfriado consolida-se como a principal válvula de escape para o orçamento doméstico do consumidor brasileiro.
