O mercado futuro do milho opera praticamente estável na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira (15), com o contrato de vencimento para dezembro cotado a US$ 4,81 por bushel, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. A lateralidade nas tabelas ocorre após o pregão de ontem registrar perdas médias de 2 pontos. Conforme a corretora, depois de absorver a pressão exercida pelas projeções de aumento expressivo na produção dos Estados Unidos, o mercado internacional transita sem rumo definido, balanceando fatores técnicos e geopolíticos.
Os operadores internacionais mantêm atenção voltada aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, cujos reflexos atingem os preços globais do petróleo e geram restrições logísticas para o escoamento de grãos pelo Mar Negro.
Exportação de milho em MT recua mais de 30% em setembro
Milho opera em leve queda em Chicago e B3 acompanha recuo
No front produtivo, os analistas da Granoeste Corretora destacam o avanço da colheita norte-americana, que alcança cerca de 35% da área cultivada, paralelamente ao início da semeadura e ao desenvolvimento inicial das lavouras de verão na América do Sul sob a influência direta do fenômeno climático El Niño.
Na B3 (BMF), o contrato futuro para novembro/26 trabalha cotado em R$ 67,45 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 67,40), enquanto a posição para janeiro/27 oscila em R$ 71,30 por saca (contra R$ 71,37 do pregão anterior). No câmbio, o dólar comercial registra leve alta nesta manhã, negociado a R$ 5,05, após encerrar a sessão de quarta-feira em R$ 5,03.
Mercado brasileiro: paridade em queda e balcões sob pressão
No cenário doméstico, a comercialização física permanece restrita e com liquidez pontual. Os preços de balcão no interior continuam trabalhando sob pressão, reflexo do impacto acumulado das baixas recentes na CBOT e das flutuações cambiais, fatores que interferem na composição do preço de exportação nos portos e desgastam os níveis de paridade externa.
Nas praças regionais, as indicações de compra no Oeste do Paraná recuaram para o intervalo entre R$ 59,00 e R$ 61,00 por saca, com os valores finais dependendo do prazo de liquidação financeira e da localização geográfica do lote no armazém. No corredor de escoamento do Porto de Paranaguá, as ordens de compra são indicadas na faixa de R$ 65,00 a R$ 68,00 por saca, variando conforme os prazos de pagamento estipulados e as escalas de embarque.
