Agronegócio já contabiliza perdas superiores a R$ 1 bilhão no RS

Agricultura e pecuária são os setores do agronegócio mais afetados pelas enchentes que assolaram o RS
Vandré Dubiela

Publicado em 11/05/2024

Uma análise preliminar apresentada pela CMN (Confederação Nacional dos Municípios), revela uma devastação financeira de proporções alarmantes desencadeada pelas tempestades que assolaram o Rio Grande do Sul a partir de 29 de abril. Segundo os dados compilados, os prejuízos financeiros ascendem a pelo menos R$ 8 bilhões.


Posto de combustível na cidade de Muçum quase imerso: apesar de preliminares, prejuízos já atingem cifra bilionária. Foto Prefeitura de Muçum
Posto de combustível na cidade de Muçum quase imerso: apesar de preliminares, prejuízos já atingem cifra bilionária. Foto Prefeitura de Muçum

Os números impressionantes refletem as perdas enfrentadas pelos municípios que reportaram seus danos à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.



A CNM esclarece que os impactos são informados diretamente pelos municípios, resultando em dados parciais que são atualizados conforme os danos são contabilizados.



A tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul já ceifou 126 vidas, conforme relatado no último boletim da Defesa Civil estadual, divulgado na noite de sexta-feira (10). Além disso, há 141 pessoas desaparecidas e 756 feridos, fazendo deste desastre a maior catástrofe da história gaúcha.



A abrangência dos estragos é assustadora, com 437 municípios afetados, dos quais 397 obtiveram reconhecimento estadual e federal do estado de calamidade pública. Dentre estes, 219 emitiram decretos no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do governo federal, incluindo a maioria que informou os valores de danos e prejuízos.



De acordo com a CNM, dos prejuízos financeiros reportados, R$ 4,4 bilhões correspondem ao setor habitacional, com 92,3 mil residências danificadas ou destruídas. Outros R$ 2 bilhões foram relatados no setor público e R$ 1,5 bilhão no setor privado.



A agropecuária emergiu como o principal setor econômico privado a sofrer perdas financeiras, totalizando R$ 1,161 bilhão. Entre os municípios afetados, R$ 1,1 bilhão refere-se à agricultura e R$ 61 milhões à pecuária. A indústria também enfrentou prejuízos significativos, totalizando R$ 166,3 milhões. Adicionalmente, comércios locais relataram prejuízos na ordem de R$ 122 milhões.



No âmbito público, os danos são igualmente impressionantes, com prejuízos de R$ 1,5 bilhão em obras de infraestrutura, incluindo pontes, estradas e drenagem urbana, e R$ 417,1 milhões em instalações públicas, como escolas, hospitais e prefeituras.


Sobre o autor Vandré Dubiela

Com mais de três décadas dedicadas ao jornalismo, iniciou a carreira no Jornal O Paraná, de Cascavel, passando pelas principais editorias. Conta com textos e fotografias publicados nos principais meios de comunicação nacional, entre os quais a Folha de São Paulo, Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Revista Grid. Atuou ainda como produtor da TV Tarobá, afiliada da Band e como editor de portais de notícias. Também é autor do livro AREAC 50 anos – Pioneirismo na defesa e na valorização da agronomia paranaense. Nos últimos anos, se especializou em agronegócio, produzindo reportagens e artigos do gênero, inclusive trabalhos dedicados à OCEPAR (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).
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