Programa ABR amplia a adoção de práticas socioambientais e fortalece a competitividade do algodão brasileiro
Produtores de algodão são convidados a ampliar a adoção de práticas socioambientais na próxima safra
Programa ABR amplia a adoção de práticas socioambientais e fortalece a competitividade do algodão brasileiro. Foto: Abrapa / Divulgação
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) abriu oficialmente o período de adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) para a safra 2025/2026. Na temporada 2024/2025, o programa já cobriu mais de 80% da produção nacional, consolidando-se como um dos principais pilares da sustentabilidade na cotonicultura brasileira.
Agora, a nova safra representa mais uma oportunidade de ampliar a participação dos produtores e fortalecer a agenda socioambiental do algodão nacional. O ABR expressa o compromisso do setor com boas práticas ambientais, sociais e de governança, elevando de forma contínua o padrão da produção brasileira. Além disso, o programa opera em sistema de benchmark com a Better Cotton Initiative (BCI), organização internacional que licencia algodão produzido conforme critérios reconhecidos globalmente.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Criado para certificar propriedades que adotam práticas responsáveis, o ABR estabelece requisitos auditáveis. Entre eles estão a gestão adequada dos recursos naturais, condições seguras de trabalho, conformidade legal e a busca permanente por melhoria contínua. A Abrapa coordena o programa em parceria com as associações estaduais, que acompanham e orientam os produtores em todas as etapas do processo.
Segundo o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o programa se tornou um diferencial competitivo para o algodão brasileiro. “O mercado quer saber como a fibra é produzida. Com o ABR, mostramos que o Brasil está preparado para liderar a oferta de um algodão responsável, seguro e alinhado aos padrões internacionais de sustentabilidade”, afirma.
Por fim, a Abrapa recomenda que os produtores interessados procurem suas associações estaduais para iniciar o processo de adesão. A expectativa é ampliar ainda mais a cobertura do programa e consolidar o algodão brasileiro como referência global em responsabilidade socioambiental.
