O mercado de feijão opera com preços sustentados em patamares elevados nas praças produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O principal vetor de valorização recente é o feijão-preto, variedade que vem acumulando os maiores ganhos nominais no mercado físico do Paraná. Para o feijão-carioca, o ambiente de negócios permanece travado em um cabo de guerra: os agricultores mantêm suas pedidas firmes e recusam contrapropostas com deságio, enquanto os empacotadores e distribuidores adotam cautela diante das altas acumuladas.
O fundamento central que dá sustentação aos preços é o aperto estrutural no balanço nacional de oferta e demanda. De acordo com o mais recente quadro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 deve fechar com estoques finais extremamente restritos, projetados em apenas 98,1 mil toneladas.
Oferta ajustada sustenta preços do feijão no mercado interno
Qualidade sustenta o feijão preto e cautela pressiona o carioca
Esse volume enxuto de passagem é consequência direta de uma colheita global menor ao longo de todo o ciclo produtivo, garantindo suporte altista contínuo às cotações em 2026:
Pressão no tipo preto: Menor disponibilidade de lotes com padrão comercial no Sul do país impulsiona as pedidas dos vendedores;
Carioca sob disputa: A resistência de compra impede altas mais expressivas, mas a escassez de produto de primeira mantém o piso de preços blindado;
Comercialização da 3ª safra: Em setembro, a absorção dos lotes colhidos na terceira safra avança rapidamente, sem gerar a habitual pressão baixista de sobreoferta sazonal.
A expectativa dos analistas do Cepea é de que o mercado permaneça com viés firme nas próximas semanas, uma vez que a recomposição consistente da oferta só ocorrerá com o início das colheitas da safra das águas 2026/27.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
