Segundo boletim de mercado divulgado pela Granoeste Corretora nesta quarta-feira, as cotações futuras da soja trabalham com discreta recuperação na Bolsa de Mercadorias de Chicago, registrando valorização de 3 pontos no contrato com vencimento para novembro, cotado a US$ 12,32 por bushel no intervalo matutino. O movimento ocorre após uma terça-feira marcada por forte reversão intradia: após chegar a operar com ganhos superiores a 10 centavos, os primeiros contratos foram pressionados e fecharam a sessão anterior com baixas de 9 a 12 pontos.
A dinâmica internacional reflete uma perda gradual de força das cotações nas últimas semanas, acumulando recuo superior a 5% desde o início de outubro. De acordo com a leitura de mercado da Granoeste Corretora, uma reação consistente e duradoura dependerá essencialmente da retomada expressiva das compras de lotes norte-americanos por parte da China e de eventuais adversidades climáticas na evolução da safra da América do Sul. Por enquanto, a disponibilidade física nos Estados Unidos segue ampla, impulsionada pelo ritmo acelerado das máquinas na colheita, que já atinge 79% da área total.
Avanço da soja no Paraná exige antecipação na logística de cargas
Soja tenta reagir em Chicago e disparada do dólar trava vendas no país
Plantio acelerado no campo e dólar em nova faixa de preço
Em território brasileiro, as atividades agrícolas mantêm ritmo bastante adiantado nas principais regiões produtoras. O levantamento setorial aponta que a semeadura nacional da oleaginosa já cobre 42,3% da área estimada. No Paraná, dados apurados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) confirmam que 62% das lavouras de soja já foram devidamente implantadas.
No front financeiro, após o forte estresse cambial registrado no início da semana, a moeda norte-americana encontrou acomodação técnica em uma faixa intermediária entre R$ 5,30 e R$ 5,40. Apesar do recuo frente aos picos do pregão de segunda-feira, a cotação do dólar permanece cerca de 7% acima dos patamares vigentes antes do segundo turno do pleito eleitoral, servindo de sustentação aos preços em reais.
No ambiente de exportação, a estrutura de prêmios portuários apresenta indicações no mercado disponível (spot) entre 140 e 160 pontos sobre Chicago. Para embarque em dezembro, as referências balizam entre 150 e 175 pontos, enquanto os contratos para janeiro trabalham na faixa de 60 a 100 pontos.
Nas praças do interior, as indicações de compra no balcão do oeste do Paraná operam entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca. No porto de Paranaguá, os valores figuram na faixa de R$ 158,00 a R$ 161,00 por saca, com a precificação final dependente das condições e prazos acordados de pagamento (mais curtos ou mais longos), além do local de origem da carga e do período estipulado de embarque.
