Segundo boletim de mercado divulgado pela Granoeste Corretora nesta terça-feira, as cotações futuras do milho operam com ligeira retração na Bolsa de Mercadorias de Chicago, registrando o contrato de dezembro cotado a US$ 4,54 por bushel. O movimento estende o ritmo do pregão anterior, encerrado com perdas moderadas entre 1 e 2 pontos, diante da pressão técnica imposta pela expansão da oferta global e pelo andamento das máquinas no Hemisfério Norte.
Nos Estados Unidos, os trabalhos de colheita alcançaram 60% da área estimada, saltando 16 pontos percentuais frente aos 44% da semana anterior, embora ainda figurem ligeiramente abaixo da média histórica de 66% para a época. Dados de monitoramento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam estabilidade no estado das lavouras norte-americanas, classificadas com 56% em condições boas ou excelentes, 26% em situação regular e 18% sob condições ruins ou muito ruins.
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Em paralelo, o órgão norte-americano elevou significativamente a estimativa de colheita para a safra 2026/27 da Argentina de 55,0 milhões para 62,0 milhões de toneladas, com os embarques externos projetados agora em 43,0 milhões de toneladas, superando as 38,0 milhões previstas inicialmente. No trigo, a colheita do país vizinho foi revista para 23,0 milhões de toneladas, com vendas externas projetadas em 17,0 milhões de toneladas.
Mercado físico brasileiro e cotações na B3
No cenário doméstico, os analistas da Granoeste Corretora destacam que a liquidez física permanece atrofiada e a demanda interna segue bastante acomodada. A paridade de exportação enfraquecida, somada ao encerramento recente da colheita e ao alto nível de abastecimento das indústrias moageiras e fábricas de ração, gerou pressão vendedora em pontos de origem e reduziu a margem de manobra dos agricultores nas negociações.
Na B3, a curva futura refletiu esse cenário de retração: o vencimento para novembro opera cotado a R$ 66,30 por saca, após fechar a sessão anterior em R$ 66,99, enquanto o contrato de janeiro de 2027 recuou para R$ 71,15, frente ao fechamento prévio de R$ 71,83.
Nas praças físicas do oeste do Paraná, as indicações de compra no disponível trabalham na faixa de R$ 58,00 a R$ 61,00 por saca. Para entrega e embarque no porto de Paranaguá, os valores balizam entre R$ 65,00 e R$ 68,00 por saca, oscilando de acordo com os prazos acordados de liquidação e a localização logística dos lotes no interior.
No front cambial, a moeda norte-americana opera em desvalorização de 1,4%, cotada próxima a R$ 5,33, após fechar o pregão anterior a R$ 5,409 com um salto atípico de 8,4%, movimento que adiciona volatilidade às margens de exportação e à formação final de preços no porto.
