Segundo informe oficial divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as ações de vigilância ativa identificaram uma nova ocorrência da doença de Newcastle em um estabelecimento de criação avícola no município de Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. O caso foi diagnosticado no interior do perímetro de emergência sanitária já delimitado e controlado pelas autoridades federais e estaduais na região.
A constatação ocorreu em decorrência da intensificação das vistorias e coletas técnicas nas propriedades vizinhas aos primeiros registros. Imediatamente após a confirmação laboratorial, o Serviço Veterinário Oficial (SVO) deflagrou os protocolos de contenção sanitária previstos no plano nacional para emergências zoossanitárias, conduzindo o isolamento da granja, investigação epidemiológica aprofundada e bloqueio das vias de acesso ao local.
Novo foco da doença de Newcastle é confirmado em SC
Vigilância cerca 1,6 mil propriedades contra Newcastle em SC
Status dos focos anteriores e protocolos de biosseguridade
O Mapa detalhou o andamento das medidas de erradicação nas outras duas localidades afetadas pelo vírus no estado. Em Nova Itaberaba, município onde o primeiro foco foi notificado no dia 18 de outubro, o cronograma emergencial foi inteiramente finalizado, e o estabelecimento encontra-se atualmente em período obrigatório de vazio sanitário.
Já em Coronel Freitas, onde o segundo caso foi registrado no dia 24 de outubro, as equipes oficiais já concluíram a etapa de despovoamento sanitário do lote infectado. Os procedimentos técnicos de desinfecção rigorosa, queima de camas e limpeza completa dos galpões continuam sendo executados pelos técnicos de defesa animal.
Garantia de segurança e consumo
A pasta federal reiterou que a detecção da doença no plantel não representa risco aos consumidores e que o consumo de carne de aves e ovos que passaram pelo Serviço de Inspeção Federal permanece seguro e sem qualquer restrição para a população.
O Ministério da Agricultura mantém atuação conjunta e contínua com os órgãos estaduais de sanidade agropecuária e as entidades representativas da avicultura industrial, concentrando esforços na erradicação rápida dos focos, contenção da circulação viral e preservação do patrimônio sanitário das granjas comerciais brasileiras.
