Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o ritmo de negócios no mercado brasileiro de algodão em pluma mantém-se contido nas principais praças de comercialização. O ambiente de baixa liquidez reflete um cenário de cautela provocado por incertezas econômicas e políticas, somado ao comportamento das tradings e cotonicultores, que concentram as operações logísticas na entrega e no cumprimento de contratos a termo firmados anteriormente.
Em decorrência do baixo dinamismo nas indústrias de fiação e tecelagem, os preços praticados no mercado doméstico continuam enfraquecidos. Em sentido oposto, a recente e intensa valorização do dólar frente ao real exerceu forte tração sobre a paridade de exportação, elevando a remuneração teórica das vendas externas para patamares superiores às referências registradas dentro do país.
EUA quererem recuperar liderança no mercado de algodão
Mercado do algodão tem baixa liquidez e preços em queda
Cumprimento de contratos e mercado spot travado
Pesquisadores do Cepea destacam que a ausência de pressão compradora no mercado de balcão é explicada pela estratégia adotada pelas indústrias ao longo da temporada. Com volumes expressivos já negociados de maneira antecipada por meio de instrumentos a termo, compradores contam com estoques programados e demonstram pouca necessidade de ingressar no mercado disponível (spot) para recompor matéria-prima de imediato.
Dessa forma, os agentes da cadeia produtiva priorizam o fluxo de pesagem, classificação visual e transporte dos fardos já comprometidos com clientes externos e nacionais, mantendo as cotações físicas pontuais e dependentes das oscilações da taxa de câmbio nas próximas semanas.
