Os contratos futuros da soja operam em terreno positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, revertendo as perdas registradas na sessão anterior, segundo aponta o relatório matinal da Granoeste Corretora. O vencimento de novembro, referência imediata para a safra norte-americana, exibe valorização de 6 pontos e cotação em US$ 13,24 por bushel, após fechar o último pregão com recuo de 5 a 7 centavos nos primeiros meses de entrega.
A sustentação externa decorre prioritariamente da expectativa em torno da reunião de cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, sediada em Washington. A pauta bilateral concentra discussões sobre tarifas aduaneiras e retaliações comerciais, a ampliação do comércio de commodities e a preservação da meta de compra chinesa de ao menos 25 milhões de toneladas anuais da oleaginosa norte-americana.
Soja sobe 1,63% em MT e acelera comercialização de 2026/27
Soja recua na CBOT à espera de reunião entre EUA e China
O desfecho diplomático desse encontro deve direcionar a volatilidade imediata dos preços, já que fundos de investimento operam com volumes elevados de posições compradas no mercado futuro, mantendo em aberto o risco de liquidações técnicas ou novas ondas de compras a depender do tom das declarações. Paralelamente, o complexo soja encontra suporte na solidez do farelo nos Estados Unidos, segmento que vem registrando recordes sucessivos de exportação impulsionados pelo apetite da União Europeia.
Disputa industrial aquece balcão interno na entressafra brasileira
No mercado físico brasileiro, a dinâmica de preços mantém sustentação e liquidez restrita em razão da escassez de lotes remanescentes da safra 2025/26. Conforme observa o monitoramento da Granoeste, os agricultores concentram esforços operacionais na largada do plantio do ciclo 2026/27 e retêm volumes residuais nos armazéns à espera de valorizações mais consistentes.
Esse quadro de oferta curta, característico do avanço da entressafra, força as indústrias e esmagadoras domésticas a ampliarem a agressividade nas ordens de compra, ofertando valores que superam com frequência a paridade internacional de exportação para garantir o processamento fabril. Em contrapartida, os prêmios nos terminais portuários sofreram descompressão nos últimos dias, operando como contraponto direto à alta recente da taxa de câmbio.
As cotações de referência para exportação (FOB) indicam prêmios entre 120 e 135 centavos de dólar sobre Chicago no mercado spot, oscilando de 130 a 145 centavos para embarques em novembro e entre 125 e 140 centavos para dezembro. No interior, as indicações de balcão no oeste do Paraná situam-se no intervalo de R$ 152,00 a R$ 156,00 por saca, enquanto os negócios balizados no porto de Paranaguá transitam entre R$ 162,00 e R$ 164,00 por saca, com diferenciais de preço definidos pelo prazo financeiro de liquidação, localização dos armazéns e data de carregamento.
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