Os contratos futuros do milho registram ligeira desvalorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, dando continuidade ao tom defensivo do último pregão, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O vencimento para entrega em dezembro trabalha cotado em US$ 5,27 por bushel, após as posições mais próximas terem cedido entre 6 e 7 centavos de dólar na sessão de ontem.
O comportamento cauteloso dos investidores internacionais reflete a expectativa direta pela cúpula bilateral entre os governos dos Estados Unidos e da China ao longo do dia. A comunidade agrícola internacional acompanha com lupa as negociações em Washington, mirando principalmente medidas que possam destravar o comércio de produtos do agro entre as duas potências que lideram, respectivamente, os rankings globais de maior exportador e maior comprador de matérias-primas agrícolas.
Milho opera em queda na CBOT de olho em cúpula EUA-China
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No cenário monetário, o dólar comercial opera sem grandes oscilações nesta abertura, negociado a R$ 5,17, mantendo patamar praticamente estável frente ao fechamento anterior de R$ 5,168.
Oferta enxuta e cautela com El Niño sustentam o mercado brasileiro
Em território nacional, as cotações futuras balizadas na B3 mostram variações residuais e sustentação técnica. O contrato de novembro opera em R$ 75,90 por saca (ante R$ 75,98 da sessão precedente), enquanto o vencimento de janeiro de 2027 transita em R$ 79,55 por saca, ligeiramente abaixo dos R$ 79,62 anotados no fechamento anterior, conforme o levantamento da Granoeste.
No mercado disponível e no balcão físico, o sentimento predominante entre os agricultores permanece de expectativa positiva quanto a preços mais atrativos nas próximas semanas, o que mantém a liquidez travada e o volume de ofertas restrito nas cooperativas e armazéns. A ponta produtora divide as atenções entre a comercialização e as operações no campo, priorizando a semeadura das primeiras áreas da safra de verão e o acompanhamento dos modelos meteorológicos, especialmente diante das indefinições hídricas provocadas pela atuação do fenômeno El Niño sobre o Centro-Sul.
Nas praças de comercialização física, as ordens de compra no oeste do Paraná situam-se na faixa entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca. Já para entregas referenciadas no porto de Paranaguá, as indicações oscilam entre R$ 72,00 e R$ 74,00 por saca, com os diferenciais de preço atrelados ao prazo de liquidação financeira e, no caso das praças interioranas, à distância logística e à localização dos armazéns em relação aos eixos de consumo e escoamento.
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