A sessão da manhã desta terça-feira (11/08) registra recuo nos preços futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com os contratos de setembro cotados a US$ 11,60 por bushel, operando em baixa de 3 a 4 pontos. Segundo o boletim de mercado da Granoeste Corretora, o mercado internacional passa por um momento de ajuste de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), agendado para esta quarta-feira. Paralelamente, a expectativa de uma safra norte-americana dentro da normalidade e a melhora das condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA pressionam as cotações internacionais.
O relatório semanal do USDA sobre as lavouras americanas apontou estabilidade: 62% das áreas estão em condições boas ou excelentes, 28% regulares e 10% ruins ou péssimas (frente a 68%, 25% e 7% registrados no ano passado). Em termos de desenvolvimento, 93% das lavouras estão em floração e 74% em formação de vagens. O mercado aposta em um pequeno corte na estimativa de produção dos EUA e em um leve ajuste para baixo nos estoques finais, enquanto monitora as próximas cinco semanas, consideradas decisivas para a definição do teto produtivo norte-americano.
Soja abre em alta em Chicago com suporte na demanda e relatório do USDA
Demanda aquecida e prêmios sustentam preço da soja no mercado nacional
Mercado brasileiro segura preços com escassez de oferta e prêmios firmes
No mercado interno, as negociações seguem cadenciadas e travadas. De acordo com a Granoeste Corretora, a baixa disponibilidade de lotes no mercado físico mantém os prêmios nos portos valorizados, o que ajuda a neutralizar, nas praças brasileiras, o impacto das quedas recentes registradas na Bolsa de Chicago.
Os compradores vêm ajustando suas indicações na tentativa de alcançar as raras pedidas de venda disponíveis no mercado. Do outro lado, o produtor rural brasileiro demonstra pouca disposição para negociar nos patamares atuais e segura a oferta, mantendo a expectativa de conseguir preços mais atrativos até o final do ano. Essa postura mais cautelosa no campo é sustentada pela fase crítica e ainda incerta do desenvolvimento da safra nos Estados Unidos, pelo risco de um eventual atraso no início do regime de chuvas para o plantio do novo ciclo no Brasil e, por fim, pela proximidade da entressafra nacional.
Nos portos, os prêmios no mercado spot oscilam entre 155 e 170 pontos. Para embarque em setembro, as indicações variam de 160 a 170 pontos, enquanto para outubro situam-se na faixa de 150 a 170 pontos.
No mercado físico regional, as indicações de compra no Oeste do Paraná figuram entre R$ 136,00 e R$ 138,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as ofertas variam de R$ 147,00 a R$ 149,00 por saca, oscilando a depender do local de entrega, período de embarque e prazos de pagamento acordados.
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