A previsão do tempo para esta terça-feira (20 de outubro de 2026) indica um cenário atmosférico com fortes contrastes entre as cinco regiões do país, conforme apontam dados da Climatempo. O dia será marcado pelo enfraquecimento gradual de um sistema de alta pressão, o início da formação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, os efeitos remanescentes de uma frente fria sobre parte do Sudeste e sul da Bahia, além da combinação de calor e umidade que gera temporais isolados no Norte e interior nordestino; dessa forma, enquanto as serras gaúcha e catarinense enfrentam risco de geada ao amanhecer, estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste registram pancadas com volumes localizados, ao mesmo tempo em que a baixa umidade do ar exige atenção em faixas do interior.
Região Sul:
Frente fria traz temporais e risco de geada no fim de semana
Frente fria traz temporais e ventos de até 70 km/h no país
A influência da massa de alta pressão perde força de maneira gradual, ao passo que a baixa pressão no Paraguai começa a alterar o padrão dos ventos. Apesar dessa mudança em andamento, o tempo estável predomina na maior parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O litoral mantém possibilidade de chuviscos ou chuva fraca e isolada devido ao transporte de umidade do oceano.
O início do dia será gelado, em especial no Rio Grande do Sul, com termômetros que podem se aproximar de 2°C. Nas áreas serranas gaúchas e catarinenses, há condições favoráveis para formação de geada pontual. No período da tarde, as temperaturas entram em elevação no oeste regional, enquanto o leste e as praias seguem amenos. O ar seco derruba a umidade relativa para índices entre 20% e 30% no sudoeste paranaense, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul.
Região Sudeste:
Os resquícios de uma frente fria continuam atuando sobre o Espírito Santo e setores do norte e leste de Minas Gerais. Mesmo com o enfraquecimento das instabilidades, chuvas de intensidade fraca a moderada ainda devem ocorrer em território capixaba, no Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. No norte e nordeste de Minas Gerais, as pancadas podem ser localmente mais fortes.
A circulação marítima preserva grande quantidade de nuvens e chance de chuva isolada na faixa litorânea de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nas demais áreas do Sudeste, o tempo firme predomina. Os termômetros ficam amenos no leste e na costa, ao passo que o interior se aquece rapidamente ao longo do dia, com a umidade caindo para a faixa crítica de 20% a 30% no norte e noroeste paulista e no Triângulo Mineiro.
Região Centro-Oeste:
O aprofundamento do centro de baixa pressão atmosférica no Paraguai começa a interagir com o ar quente e úmido, estimulando instabilidades em pontos selecionados da região.
Em Mato Grosso, a manhã começa com predomínio de sol, mas as pancadas de chuva ganham força entre a tarde e a noite, principalmente no norte do estado. O norte de Goiás também fica sujeito a chuvas pontualmente intensas. No território de Mato Grosso do Sul, a estabilidade domina a maior parte dos municípios, com chance de chuva fraca e pontual apenas no extremo norte. No Distrito Federal, o tempo seco prevalece, sem acumulados relevantes previstos.
As temperaturas seguem elevadas na maior parte do Centro-Oeste. O tempo seco dita o ritmo da tarde, com a umidade caindo para valores entre 20% e 30% no centro e sudeste de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e nas faixas norte e leste de Mato Grosso do Sul.
Região Nordeste:
A combinação de ar quente e taxas elevadas de umidade mantém ativa a convecção tropical, favorecendo a formação de nuvens carregadas que provocam pancadas moderadas a fortes com temporais isolados. Os maiores acumulados tendem a se concentrar no centro-oeste, norte e centro-sul da Bahia, na metade sul do Maranhão e no centro-sul do Piauí.
No litoral sul baiano, a presença residual da frente fria potencializa as precipitações. Em Salvador, há previsão de chuva rápida e localizada durante a tarde. Em contrapartida, o sertão de Pernambuco enfrenta um quadro de ar extremamente seco, com níveis de umidade oscilando entre 12% e 20%. As rajadas de vento ganham força e sopram entre 40 km/h e 50 km/h na maioria dos estados nordestinos, podendo bater pontualmente 70 km/h na orla marítima.
Região Norte:
O padrão tropical clássico sustentado pelo forte aquecimento diurno e pela oferta abundante de umidade mantém condições propícias para pancadas de chuva em quase toda a Região Norte.
Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins terão precipitações distribuídas ao longo da terça-feira, com episódios pontuais de tempestades e descargas elétricas. No Pará, a instabilidade se espalha principalmente pelo oeste e centro-sul, enquanto o extremo norte, o litoral paraense e o estado do Amapá registram maiores intervalos de sol aberto.
As capitais da região enfrentam sensação de forte abafamento, com máximas girando entre 32°C e 35°C. Em Palmas (TO), o destaque fica para o risco de temporais rápidos, porém intensos, nas horas de maior aquecimento.
