De acordo com análise da Granoeste Corretora, o mercado internacional de milho iniciou a semana demonstrando reação no cenário futuro. No intervalo das negociações da manhã desta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CME Group), o vencimento setembro operava com valorização de 3 pontos, cotado a US$ 4,42 por bushel, após encerrar a semana anterior praticamente inalterado em meio à volatilidade dos negócios.
A sustentação das cotações no exterior é amparada pela demanda física firme, pelos ganhos do petróleo e pela recomposição de carteiras por parte dos investidores antes da divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira. Em linha com a soja, o mercado futuro projeta um corte na estimativa da produção norte-americana de milho, acompanhado por um ajuste negativo nos estoques finais dos EUA. Na B3 (antiga BMF), o movimento também é de estabilidade com viés positivo: o contrato setembro opera cotado a R$ 68,95 (ante R$ 68,82 do fechamento anterior) e o novembro é negociado a R$ 73,65 (frente a R$ 73,60).
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Ritmo lento no mercado interno e problemas de qualidade no campo
No cenário doméstico, a Granoeste Corretora aponta que o mercado físico de milho registra um baixo volume de negócios praticados. De um lado, a entrada do grosso da colheita pressiona a liquidez; de outro, grande parte das empresas compradoras permanece focada estritamente no recebimento e na logística dos volumes que já haviam sido negociados antecipadamente.
O ritmo do trabalho de campo segue significativamente atrasado em relação às temporadas anteriores. Levantamento da consultoria Safras Mercado aponta que a colheita da safrinha no Centro-Sul do País atingiu 63% da área, patamar bem abaixo dos 86,5% registrados no mesmo período do ano passado e inferior à média histórica de 76%.
Além da lentidão das máquinas, adversidades climáticas acenderam o alerta produtivo. Em alguns estados, notadamente no Paraná, o excesso de umidade recente aumentou os problemas de qualidade dos grãos colhidos.
Diante desse quadro e com o câmbio operando em relativa estabilidade na casa de R$ 5,09 (após fechar a sessão anterior em R$ 5,084), as indicações de compra no mercado físico no oeste do Paraná figuram na faixa de R$ 59,00 a R$ 61,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, os valores balizadores operam entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote no interior.
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