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Mercado reage a corte na safrinha e milho fecha semana em alta

Foto do autor Francieli Galo
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Mercado reage a corte na safrinha e milho fecha semana em alta
O mercado segue atento principalmente ao atraso no plantio da safrinha, fator que pode impactar o potencial produtivo em algumas regiões.

Ajuste na safra e alta do dólar sustentam mercado, aponta análise da TF Agroeconômica

Os contratos de milho negociados na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), bolsa de valores oficial do Brasil, encerraram a semana em alta, impulsionados pelo avanço do dólar e por ajustes nas estimativas de produção no Brasil.

A valorização ocorreu em sintonia com o mercado internacional e ganhou força após a divulgação de novos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que reduziu a previsão para a safra de milho safrinha. A análise é da TF Agroeconômica, que destaca que o movimento melhora a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.

De acordo com os dados mais recentes, a Conab revisou ligeiramente para baixo a produção total de milho no país, que passou de 138,45 milhões para 138,27 milhões de toneladas. O ajuste ocorreu porque, embora a estimativa para a safra de verão tenha sido elevada de 26,70 para 27,35 milhões de toneladas, a previsão para a segunda safra — a chamada safrinha — foi reduzida de 109,26 para 108,43 milhões de toneladas. As projeções de exportação foram mantidas em 46,5 milhões de toneladas.

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado segue atento principalmente ao atraso no plantio da safrinha, fator que pode impactar o potencial produtivo em algumas regiões. Esse cenário, combinado com o fortalecimento do dólar, tende a favorecer as cotações internas, já que aumenta a atratividade do milho brasileiro para exportação.

Além do câmbio, o mercado físico também registrou valorização. A média do indicador Cepea subiu 2,01% na semana, enquanto o dólar avançou 1,34% no mesmo período. Para as próximas semanas, a evolução do plantio da safrinha e o comportamento do câmbio devem continuar sendo fatores decisivos para a formação de preços no mercado brasileiro.

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