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Milho recua em Chicago e mercado doméstico segue travado

Foto do autor Camilo Motter
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Milho recua em Chicago e mercado doméstico segue travado
Milho opera em baixa no exterior, enquanto o mercado brasileiro segue lento e com preços estáveis em meio ao avanço da safrinha. Foto: Freepik

Contratos do milho recuam em Chicago nesta segunda-feira, enquanto o mercado interno segue lento, com produtores focados na colheita da soja, no plantio da safrinha e atentos à alta dos custos logísticos

O milho começou a semana em baixa no mercado internacional, com os contratos futuros operando no vermelho na Bolsa de Chicago. Segundo análise da Granoeste Corretora, o cereal sente a pressão vinda de perdas em outros mercados, embora a valorização do petróleo ainda ajude a conter quedas mais intensas.

Na manhã desta segunda-feira, o contrato maio do milho na CBOT recuava 4 pontos, cotado a US$ 4,62 por bushel. Ao longo da última semana, os preços acumulavam alta de cerca de 2%, chegando a registrar picos de valorização de até 2,5%.

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O mercado internacional, no entanto, voltou a perder força neste início de semana. A pressão negativa acompanha o movimento de outras commodities e ativos, enquanto o petróleo acima de US$ 100 por barril atua como fator de sustentação, limitando perdas mais expressivas para o milho.

Na B3 (BMF), os contratos também operam próximos da estabilidade. A posição maio trabalhava em R$ 75,00 por saca, após fechamento anterior em R$ 75,29. Já o contrato junho era negociado a R$ 71,45, praticamente estável em relação ao fechamento anterior de R$ 71,47.

Brasil tem colheita da safra de verão e plantio da safrinha em andamento

No Brasil, o mercado doméstico segue lento e com preços relativamente estabilizados, em meio ao avanço da colheita da soja e ao plantio da segunda safra.

A colheita do milho de verão alcançou 48,7% da área, segundo levantamento da consultoria Safras. O índice está praticamente em linha com os 48,6% registrados no mesmo período do ano passado e levemente abaixo da média histórica de 49,9%.

Entre os estados, os trabalhos já estão mais avançados no Rio Grande do Sul, com 78,9% da área colhida, seguido por Santa Catarina, com 75,2%, e Paraná, com 64,7%. Em Minas Gerais, a colheita atinge 8,2%.

Já o plantio da safrinha chegou a 84,6% no Centro-Sul brasileiro, abaixo dos 93,6% observados na mesma data de 2025.

Em Mato Grosso, o avanço é de 98,4%. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, o plantio atinge 85,7%. Em Goiás, o percentual está em 65,9%, enquanto em Minas Gerais chega a 20,6%.

Mercado interno segue lento e logística entra no radar

No mercado físico, a comercialização continua em ritmo lento, com pouca movimentação e preços estabilizados.

Os produtores permanecem concentrados na reta final da colheita da soja e no avanço do plantio da safrinha, o que reduz o volume de negócios no curto prazo. Além disso, um novo fator de atenção começa a ganhar espaço no mercado: o aumento expressivo dos custos logísticos.

Segundo a análise da Granoeste, esse cenário contribui para manter a postura mais cautelosa dos agentes, com menor agressividade nas negociações.

Preços no Paraná e referência em Paranaguá

No oeste do Paraná, as indicações de compra para o milho ficaram entre R$ 61,00 e R$ 62,00 por saca.

Em Paranaguá, as referências para a safrinha aparecem entre R$ 68,00 e R$ 70,00 por saca, variando conforme o prazo de pagamento e, no interior, também de acordo com a localização do lote.

Câmbio opera em queda

No mercado cambial, o dólar operava em queda na manhã desta segunda-feira, cotado a R$ 5,26. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado a R$ 5,316, após registrar forte alta nas últimas sessões.

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