O mercado de milho abriu a semana em terreno positivo nas bolsas internacionais e domésticas. Na manhã desta segunda-feira, o contrato para entrega em dezembro avançava 6 pontos na Bolsa de Chicago (CBOT), cotado a US$ 5,34 por bushel, após registrar um recuo semanal moderado de 0,5% marcado pela alternância de posições, de acordo com o informativo de abertura de mercado da Granoeste Corretora. Na bolsa brasileira (B3), a resposta foi imediata: o contrato de novembro/26 passou a trabalhar a R$ 76,45 por saca (ante R$ 76,29 do fechamento anterior), enquanto o vencimento janeiro/27 operava a R$ 80,40 (frente a R$ 80,10 da sessão prévia). No front financeiro, o dólar comercial registrava desvalorização pontual, transacionado a R$ 5,11, ante o fechamento de R$ 5,145 do pregão anterior.
O movimento externo reflete um conjunto de variáveis políticas e fundamentais de peso. Além de acompanhar o ritmo da colheita nos Estados Unidos — que alcançou 8% da área estimada na semana passada —, as mesas de negociação precificam com otimismo os desdobramentos do encontro agendado para esta semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, no qual concessões no comércio agrícola ganham papel central.
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Paralelamente ao cenário diplomático, ganha força o balanço estrutural entre a oferta e o consumo global. Projeções oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) consolidam uma safra mundial de 1.291,0 milhões de toneladas para um consumo projetado de 1.320,0 milhões de toneladas. O déficit físico de 29,0 milhões de toneladas força um enxugamento severo nos estoques finais globais de passagem, que recuam de 301,4 milhões para 272,1 milhões de toneladas, sustentando as cotações a médio prazo.
Retenção estratégica no campo e firmeza no balcão nacional
No mercado físico brasileiro, a postura do agricultor segue sendo o principal balizador da liquidez interna. Conforme detalha a análise da Granoeste Corretora, o produtor rural mantém uma estratégia de comercialização comedida, disponibilizando volumes restritos no balcão:
Expectativa de entressafra: Com a segunda safra praticamente absorvida ou alocada, o produtor aposta em valorizações mais expressivas ao longo dos próximos meses para cobrir despesas da nova safra;
Clima da safra de verão: As incertezas meteorológicas no início do ciclo 2026/27 reforçam a necessidade de cautela comercial;
Cotações no Paraná: No oeste paranaense, as indicações de compra giram na faixa de R$ 63,00 a R$ 65,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá a referência disponível situa-se entre R$ 72,00 e R$ 73,00 por saca, oscilando conforme a localização dos lotes e os prazos acordados para pagamento.
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