O mercado de suinocultura encerrou o bimestre setembro-outubro sob forte ritmo altista em todo o território nacional. As cotações do suíno vivo registraram avanços expressivos, superando a marca de 30% de valorização em diversas praças produtoras, segundo dados apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores da entidade, o movimento de alta contínua decorreu do encurtamento na oferta de lotes de animais terminados para abate nas granjas comerciais, frente a uma procura consolidada e persistente por carne suína nos principais centros consumidores.
Suíno vivo oscila e atacado tem 1ª queda na carcaça desde setembro
Com alta em outubro, carcaça suína perde competitividade
O comportamento do indicador na região SP-5 — que engloba os polos de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — ilustra a força da arrancada: o animal vivo acumulou ganho de 29,8% na passagem de setembro para outubro. Trata-se do avanço mensal mais acentuado em termos reais da série histórica (com valores deflacionados pelo IGP-DI de setembro de 2026) desde agosto de 2012.
Firmeza nos cortes e reposição da cadeia
A sustentação das cotações no campo encontrou respaldo direto no mercado atacadista. Ao longo de praticamente todo o mês de outubro, a procura pela carne manteve-se aquecida, favorecida em parte pela alta expressiva de outras proteínas substitutas, especialmente a carne bovina.
Esse escoamento constante no varejo permitiu a aplicação de reajustes expressivos nos preços da carcaça e da maioria dos cortes suínos negociados pelas agroindústrias, restabelecendo a rentabilidade ao longo de toda a cadeia e sustentando um panorama otimista para a comercialização de final de ano.
