A colheita do milho 2ª safra no Paraná atingiu 60% da área cultivada, de acordo com o boletim de Condições de Tempo e Cultivo do Departamento de Economia Rural (Deral), referente ao período de 04 a 10 de agosto de 2026. Embora 97% do plantio já esteja em fase de maturação e 86% das lavouras apresentem boas condições de campo, o ritmo dos trabalhos segue prejudicado pela instabilidade climática e pelo excesso de umidade.
As chuvas constantes registradas no estado têm interrompido o trabalho no campo e dificultado os processos de recebimento e secagem nas cooperativas e cerealistas. Como consequência da sobrecarga na estrutura de secagem, algumas unidades operacionais precisam direcionar a produção para armazéns secundários ou recorrer ao estocamento temporário para evitar paralisações totais.
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Perda de qualidade e rejeição de lotes nas cerealistas
O relatório do Deral indica que os problemas acumulados ao longo do ciclo — que incluiu episódios de estiagem, geadas e, agora, chuva excessiva na colheita — trouxeram prejuízos irreversíveis para a qualidade do grão em diversas praças paranaenses.
Classificação de grãos: há registro expressivo de grãos ardidos e avariados nas áreas mais castigadas pelo clima.
Recusa comercial: lotes com alta umidade e fora dos padrões de qualidade estão sendo rejeitados por unidades recebedoras.
Condição das lavouras: o levantamento oficial aponta que 5% das áreas estão em situação ruim, 9% em condição média e 86% mantêm boa avaliação.
Enquanto tentam retirar o milho da terra, produtores rurais de algumas regiões já começaram a dessecação de adubações verdes, planejando a próxima safra de verão. Contudo, a previsão de novas pancadas de chuva volumosas gera apreensão no setor quanto ao calendário ideal de semeadura da soja.
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