O mercado físico do milho no Brasil opera com movimentação regionalizada e ritmos distintos de comercialização, conforme levantamento divulgado pela TF Agroeconômica. O avanço da colheita da segunda safra aumenta gradualmente a disponibilidade de grãos no mercado doméstico, mas a postura cautelosa dos vendedores e o consumo aquecido evitam desvalorizações acentuadas.
Rio Grande do Sul com oferta ajustada e avanço das exportações
Colheita do milho atinge 37,3% e entra na fase mais intensa em MS
Milho recua no mercado futuro com alívio climático nos EUA
O mercado gaúcho opera com movimentação pontual e cotações entre R$ 58,00 e R$ 63,00/saca. A menor disposição dos produtores em negociar, aliada ao ritmo dos embarques para exportação, limita a sobra de produto no mercado disponível. As indústrias locais mantêm compras direcionadas apenas à reposição imediata de estoques.
Santa Catarina registra compras pontuais e retenção na venda
Nas praças catarinenses, a comercialização segue em ritmo moderado. Há distanciamento entre as pontas: os compradores indicam valores próximos a R$ 55,00/saca, enquanto a pedida dos vendedores permanece ao redor de R$ 60,00/saca. A postura firme dos agricultores em segurar lotes mantém o mercado travado.
Paraná amplia oferta com a colheita, mas produtores seguem seletivos
Com o avanço dos trabalhos de campo — que atingiram 40,0% da área cultivada na safrinha, segundo a Conab —, a disponibilidade de milho cresce no estado. No entanto, as cotações mostram resistência, com médias de R$ 59,52/saca no Centro-Oriental, R$ 66,71 no Norte Central e R$ 53,14 no Oeste paranaense. Os produtores negociam de forma Cadenciada.
Mato Grosso do Sul tem maior disponibilidade e suporte da bioenergia
A colheita alcançou 37,0% da área em Mato Grosso do Sul, ampliando a oferta e mantendo os preços estáveis, oscilando entre R$ 48,00 e R$ 50,00/saca. A pressão vendedora é amenizada pelo consumo constante das indústrias de bioenergia, que absorvem volumes expressivos da nova produção.
Goiás acompanha entrada da safrinha com preços firmes
No mercado goiano, a colheita da segunda safra atingiu 58,0% da área. Mesmo com a entrada gradual do grão novo, as cotações registram leve valorização, variando entre R$ 50,03 e R$ 52,37/saca. O avanço favorecido pelo tempo seco mantém as negociações concentradas em lotes de curto prazo.
Minas Gerais mantém cotações sustentadas e oferta limitada
Em solo mineiro, a colheita alcançou 32,0% das lavouras, concentrada no sequeiro, onde produtividades abaixo do esperado vêm sendo confirmadas. Com a disponibilidade restrita, os preços permanecem firmes, oscilando entre R$ 51,13 e R$ 59,89/saca.
Mato Grosso tem impacto da safra recorde reduzido pelo consumo interno
Mesmo com a colheita da segunda safra na reta final (95,7% da área) e produção estimada em recorde de 57,06 milhões de toneladas, as cotações em Mato Grosso registram recuperação, variando entre R$ 42,53 e R$ 47,84/saca. A forte demanda das usinas de etanol de milho tem sido o principal pilar para absorver o excedente e sustentar os preços.
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