O mercado de leilões rurais do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com indicadores positivos tanto para a pecuária de corte quanto para a equinocultura. Segundo balanço operacional divulgado pela Trajano Silva Remates, o período foi marcado pelo aumento do número de animais levados a leilão, acompanhado pela elevação nos preços médios negociados em comparação com igual intervalo de 2025.
A valorização dos bovinos de corte no mercado físico ao longo dos primeiros seis meses do ano impulsionou os negócios no segmento. Paralelamente, o mercado de cavalos da raça Crioula absorveu um volume superior de lotes comercializados sem que a maior oferta resultasse em desvalorização das médias.
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Conforme avalia o diretor e leiloeiro Marcelo Silva, a ampliação da agenda de remates no estado ocorreu em paralelo à manutenção do interesse dos compradores.
"O número de leilões realizados cresceu, e a maior oferta de animais não pressionou as cotações. Pelo contrário, os preços médios permaneceram ligeiramente acima dos registrados no ano anterior, contribuindo para um faturamento superior ao obtido no mesmo intervalo de 2025", observa Silva.
Perspectivas para as feiras de primavera
Para o segundo semestre, o setor projeta a manutenção do ritmo de negócios, amparado pela estabilidade nos custos de produção e pelas perspectivas de demanda para a carne bovina no mercado global.
A expectativa da leiloeira é de que os tradicionais leilões de primavera, realizados a partir de setembro nas principais praças agrícolas gaúchas, concentrem forte procura por touros, matrizes e equinos de alta performance genética.
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