Ter uma lavoura visualmente carregada nem sempre é sinônimo de sucesso econômico na olericultura. Na cadeia do tomate de mesa, a conversão do volume colhido em caixas efetivamente comercializadas depende diretamente da qualidade física, visual e sanitária dos frutos. Problemas rotineiros como rachaduras de casca, desuniformidade de calibre, baixa firmeza de polpa, incidência de doenças e amassamento durante o frete figuram entre os principais responsáveis pelo descarte precoce e pela perda de valor agregado nos entrepostos comerciais.
O especialista em tomates e pimentões, Thiago Teodoro, ressalta que a lucratividade do horticultor está condicionada ao aproveitamento no ponto de venda:
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"O produtor não olha apenas para o quanto conseguiu produzir. Existe uma diferença importante entre ter volume na lavoura e conseguir transformar esse volume em produto comercial, dentro do padrão que o mercado procura", enfatiza Teodoro.
Desafios de clima úmido, pressão sanitária e logística
O trajeto da lavoura à gôndola torna-se ainda mais crítico em períodos com excesso de chuvas e alta umidade do ar. O ambiente chuvoso intensifica o ataque de doenças fúngicas e bacterianas, atrapalha as pulverizações e eleva a pressão osmótica interna nos frutos, provocando rachaduras e microfissuras que inviabilizam o padrão exigido pelas redes varejistas.
A presença de patógenos no solo e na folhagem acrescenta riscos severos à rentabilidade. Complexos fúngicos como Fusarium, Verticillium e Stemphylium, somados a nematoides de galhas e viroses transmitidas por vetores, reduzem a produtividade da planta e prejudicam a estética do tomate.
"Cada problema tem uma consequência dentro da cadeia. Uma doença pode afetar o desenvolvimento da planta; uma rachadura pode tirar o fruto da classificação desejada; uma menor firmeza pode dificultar o transporte. Por isso, é preciso enxergar o desempenho do híbrido de forma mais ampla", detalha o especialista.
Genética e pós-colheita: a escolha do híbrido certo
Diante dessas exigências de mercado, a decisão do produtor sobre qual material genético plantar deixou de focar apenas no número de frutos por penca para priorizar a rusticidade em campo e o shelf life (tempo de prateleira).
Nesse segmento, o tomate saladete indeterminado Turim F1 surge como uma opção desenvolvida para manter o equilíbrio agronômico mesmo sob intempéries. O híbrido se caracteriza por planta vigorosa, pegamento floral consistente, ampla cobertura foliar para proteção solar dos frutos e pacote robusto de resistências a doenças e rachaduras, destacando-se em ciclos de chuvas frequentes.
No aspecto comercial, os tomates do híbrido atingem peso médio de 180 gramas, formato cordiforme, excelente padronização de lote, alta firmeza de parede celular e durabilidade estendida na pós-colheita, sendo adaptado tanto para o cultivo convencional em campo aberto quanto em estufas protegidas.
