A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) teve atuação destacada na terceira edição do Global Agribusiness Festival (GAFFFF), promovido pela Datagro na quinta (1º) e sexta-feira (02/10), em São Paulo (SP). O evento reuniu lideranças do setor, autoridades governamentais e especialistas de mercado para formular estratégias diante dos desafios regulatórios, tecnológicos e econômicos que impactam as cadeias do agronegócio nacional.
Um dos pontos altos da participação da entidade foi a apresentação pública do "JoIA – Inteligência que nasce no campo", conduzida pelo diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi. O sistema opera como um assistente virtual integrado ao robusto banco de dados técnicos e econômicos do Sistema CNA/Senar. A solução foi desenhada para descomplicar a tomada de decisão no campo, fornecendo orientações agronômicas e gerenciais de forma instantânea via WhatsApp pelo número (61) 9 9844-8367, permitindo aos visitantes simular atendimentos em tempo real durante a feira.
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Reforma tributária em 2027 e competitividade no Mercosul
Os reflexos das mudanças fiscais sobre as propriedades rurais pautaram a fala do coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, no painel sobre a Reforma Tributária. O especialista ressaltou que os produtores precisam iniciar imediatamente a preparação contábil para o ano de 2027, marco inicial da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — que unifica e extingue PIS e Cofins — e do início da transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Conchon salientou as regras de enquadramento aprovadas:
O produtor rural com faturamento anual abaixo de R$ 3,6 milhões estará formalmente dispensado da obrigatoriedade de recolhimento do IBS e da CBS, mantendo a faculdade de adesão voluntária caso identifique vantagens operacionais no creditamento da cadeia. O debate contemplou ainda as faixas de isenção e novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
No painel sobre o posicionamento do Mercosul, o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva, alertou para o achatamento severo das margens de rentabilidade na porteira, pressionadas pelo encarecimento do crédito, riscos climáticos recorrentes e alta dependência de adubos e defensivos importados.
A agenda técnica do evento contou ainda com a presidente da Comissão Nacional de Equideocultura da CNA, Cristiana Gutierrez, que detalhou a força socioeconômica da cadeia do cavalo na geração de postos de trabalho; a assessora Elisangela Pereira Lopes, que moderou o debate sobre os gargalos logísticos crônicos no escoamento de safras; e a diretora adjunta de Relações Internacionais, Fernanda Maciel, que liderou a mesa sobre estratégias de agregação de valor às exportações agropecuárias.
