As cotações dos etanóis hidratado e anidro encerraram o mês de setembro em movimento de valorização no mercado spot do estado de São Paulo. De acordo com relatório divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a firmeza nos preços foi impulsionada por fatores agronômicos e macroeconômicos combinados. Por um lado, as chuvas frequentes que atingiram as principais regiões produtoras dificultaram o tráfego de corte e o abastecimento de cana-de-açúcar nos pátios das usinas, reduzindo o volume imediato de processamento. Por outro, a expressiva valorização internacional do petróleo elevou a competitividade do combustível renovável nas bombas, atraindo a atenção de compradores e distribuidoras.
Com a virada do calendário para outubro, a liquidez nas refinarias e destilarias segue aquecida. Pesquisadores do Cepea destacam que as companhias distribuidoras demonstraram maior apetite de compra para assegurar a recomposição de seus estoques operacionais, antecipando o aumento previsto no fluxo rodoviário e no consumo veicular por ocasião do feriado nacional de 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).
Biocombustíveis somam R$ 289 bi em investimentos no Brasil
Preço do etanol hidratado recua após dois meses de alta
Indicadores semanais mostram ajuste no hidratado e firmeza no anidro
No balanço semanal referente ao intervalo de 28 de setembro a 2 de outubro, os preços no balcão paulista apresentaram trajetórias ligeiramente divergentes entre as duas apresentações do biocombustível:
Etanol Hidratado: O Indicador CEPEA/ESALQ fechou a semana cotado a R$ 2,5639 por litro (valor líquido de ICMS e PIS/Cofins), registrando uma leve acomodação negativa de 0,7% na comparação direta com a semana prévia;
Etanol Anidro: O Indicador CEPEA/ESALQ — misturado obrigatoriamente à gasolina comum — manteve viés de alta e foi precificado em R$ 3,0579 por litro (líquido de PIS/Cofins), apontando um acréscimo de 0,21% frente ao período anterior.
O apetite da ponta compradora neste início de trimestre reforça a sustentação para os volumes ofertados pelas usinas, que equilibram a produção entre o biocombustível e a fabricação de açúcar.
