O mercado futuro de milho opera em terreno positivo na manhã desta terça-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentado por compras de oportunidade e novidades do campo no exterior. Conforme relatório divulgado pela Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em dezembro registra ganhos de 4 pontos, cotado na casa de US$ 5,02 por bushel. O movimento dá continuidade ao ensaio de recuperação técnica após as perdas acumuladas de 5% observadas na semana passada, superando a estabilidade da sessão anterior, quando o peso dos amplos estoques reportados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia travado os ganhos.
Além da atuação de fundos de investimento na ponta compradora, os dados semanais de acompanhamento de safra divulgados pelo USDA trouxeram suporte aos preços. A colheita norte-americana atingiu 23% da área cultivada, acumulando avanço semanal de apenas cinco pontos percentuais e permanecendo abaixo da média histórica de cinco anos, fixada em 27%. O ritmo lento foi acompanhado por uma piora nas condições agronômicas: o órgão cortou três pontos percentuais na classificação das lavouras, de modo que agora 54% das áreas são consideradas boas ou excelentes, contra 57% na semana anterior. A expectativa é que a previsão de tempo mais seco acelere o trabalho das colhedoras no Meio-Oeste nos próximos dias.
Milho reage em Chicago cotado a US$ 5,01 com compras técnicas
Preços do milho recuam com demanda fraca e queda externa
Dólar a R$ 4,96, B3 em queda e plantio de verão acelera para 30,8%
No Brasil, os trabalhos no campo mantêm ritmo superior aos ciclos anteriores. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio da safra de verão 2026/2027 atingiu 30,8% da área estimada, superando os 29,1% registrados em igual período do ano passado e a média histórica de 27,9%.
Apesar do avanço operacional da semeadura, a Granoeste Corretora destaca que a comercialização interna permanece travada neste início de semana. O mercado financeiro segue repercutindo o resultado das eleições e a perspectiva de troca de governo, com o dólar operando em nova queda a R$ 4,96, após ter fechado a sessão prévia a R$ 5,002 na esteira de uma valorização do real superior a 4%.
Esse recuo cambial constante exerceu pressão direta sobre a bolsa brasileira (B3), que ampliou as perdas nos contratos futuros:
Vencimento novembro/26: cotado a R$ 70,20 por saca (contra R$ 70,55 no fechamento anterior);
Vencimento janeiro/27: negociado a R$ 74,75 por saca (ante R$ 75,07 na sessão prévia).
No mercado físico regional, as indicações de compra no oeste do Paraná oscilam entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá as ofertas situam-se na faixa de R$ 67,00 a R$ 69,00 por saca. Os preços finais variam de acordo com os prazos de pagamento estipulados e, nas praças do interior, dependem da distância logística e do local de carregamento do lote.
