A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu em sua sede, em Brasília, a primeira-secretária da Embaixada do Reino do Marrocos, Rania Ennajah, para uma rodada de alinhamento diplomático e comercial. O encontro, realizado nesta terça-feira (6), teve como objetivo central identificar sinergias bilaterais e estruturar projetos conjuntos de cooperação técnico-científica e capacitação profissional entre instituições agropecuárias dos dois países.
Durante a reunião, as lideranças avaliaram modelos de intercâmbio acadêmico voltados a estudantes e jovens pesquisadores das ciências agrárias, permitindo a circulação de experiências práticas nas áreas em que cada nação detém liderança e conhecimento de fronteira.
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O coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, destacou que o desenvolvimento de ações coordenadas de Pesquisa e Desenvolvimento (PD) cria um ambiente fértil para acelerar soluções agronômicas:
"Uma cooperação técnica entre os dois países pode contribuir diretamente para a busca de novas tecnologias para o campo a partir da troca mútua de conhecimentos e práticas de manejo", ressaltou Spaniol.
Sinergia em adubação mineral e tropicalização agrícola
A agenda bilateral tocou em um ponto estratégico para o equilíbrio das cadeias produtivas: o suprimento de matérias-primas essenciais para a fertilidade dos solos. O Marrocos é internacionalmente reconhecido como o detentor das maiores reservas globais de rocha fosfática e um dos principais polos de produção de adubos do planeta, enquanto o Brasil domina a ciência da agricultura tropical e o manejo de culturas em climas quentes.
A primeira-secretária Rania Ennajah ressaltou a complementaridade natural entre as duas economias:
"O Brasil possui tecnologias consolidadas para apoiar o trabalho do agricultor diante das condições do clima tropical, enquanto o Marrocos dispõe de grandes oportunidades e ativos relacionados ao fornecimento de insumos e fertilizantes naturais", enfatizou a diplomata.
Para dar tração às tratativas e transformar os eixos conceituais em protocolos de cooperação formal, a diretora adjunta de Relações Internacionais da CNA, Fernanda Maciel, propôs a realização de uma nova rodada executiva de trabalho nas próximas semanas. O objetivo do futuro encontro será estruturar as propostas de intercâmbio e detalhar as iniciativas que agregarão valor tanto à formação de mão de obra quanto à segurança de abastecimento entre as duas nações.
