O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou do I Encontro Brasileiro de Direitos Humanos e Empresas (I Encontro DHE Brasil 2026), realizado em São Paulo pela Aliança Pelos Direitos Humanos e Empresas (ADHE) com o apoio do Pacto Global da ONU, ACNUDH, OIT e OCDE. O evento debateu como a agenda de sustentabilidade e direitos humanos é decisiva para a competitividade de longo prazo das cadeias globais de suprimentos.
Durante o painel, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, detalhou os investimentos do setor cafeeiro brasileiro para ampliar a rastreabilidade e atender às crescentes demandas regulatórias internacionais, com destaque para o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
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Entre as ferramentas apresentadas, destacou-se a "Plataforma de Monitoramento Socioambiental Cafés do Brasil", lançada em 2023. A solução cruza bases oficiais do governo para verificar a regularidade fundiária, o cumprimento do Código Florestal, a ausência de desmatamento e o respeito às normas trabalhistas, gerando documentação auditável até o polígono de produção da propriedade.
Capacitação trabalhista e simplificação burocrática
Além do monitoramento tecnológico, Matos enfatizou o caráter preventivo das ações voltadas às relações de trabalho na cafeicultura. Projetos como o Programa Trabalho Sustentável (PTS), conduzido em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), capacitaram mais de 600 multiplicadores técnicos em boas práticas trabalhistas em 2026. Dados oficiais da fiscalização pública indicam que cerca de 99% das inspeções realizadas na atividade encontram condições de plena conformidade com a legislação.
Diante do volume de dados públicos já estruturados no País, o Cecafé defendeu que os compradores internacionais priorizem as bases de informações oficiais brasileiras, evitando exigências duplicadas ou retrabalho burocrático para os exportadores e produtores.
O cruzamento de notas fiscais com dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), áreas protegidas e histórico de inspeções garante a identificação precisa da origem do café, consolidando a devida diligência e assegurando o fluxo contínuo dos embarques nacionais para os principais mercados mundiais.
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