A redução da oferta no campo impulsionou as cotações de diversos produtos agropecuários em São Paulo durante o mês de setembro. O grande destaque positivo foi o tomate de mesa, cujo preço médio recebido pelo produtor paulista saltou de R$ 2,66 por quilo em agosto para R$ 4,30 por quilo em setembro, configurando uma disparada de 61,4%. No confronto com setembro de 2025, o avanço atinge expressivos 93,5%.
Os dados constam no relatório mensal do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), elaborado com base em levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Cepea-Esalq/USP.
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Outras culturas também registraram valorizações consistentes ao longo do mês:
Limão-taiti: Subiu 29,6% frente a agosto, fechando em R$ 134,79 por caixa de 27 quilos, puxado pelo ritmo lento de colheita decorrente das fortes chuvas do período;
Mel de abelha: Avançou 13,6%, atingindo média de R$ 12,50 por quilo (+38,9% no acumulado de três meses);
Arroz em casca: Teve alta de 12,5%, cotado a R$ 105,75 por saca de 60 quilos (+30,4% em 12 meses);
Feijão-cores: Subiu 10,7%, alcançando R$ 331,75 por saca de 60 quilos (+35,2% na comparação anual);
Mandioca raiz e soja: Registraram altas de 7,6% (R$ 540,13/t) e 7,3% (R$ 139,64/saca), respectivamente.
Banana Sofre Desvalorização e Café Sente Pressão de Safra Cheia
Na ponta oposta, o mercado hortifrúti e de grãos registrou baixas expressivas em praças paulistas. A maior retração de setembro foi verificada na banana nanica, que caiu 15,7%, com média de R$ 1,44 por quilo, enquanto a banana-prata recuou 4,8%, fechando a R$ 3,14 por quilo.
A fraqueza na demanda ditou o ritmo de desvalorização das frutas. No Vale do Ribeira, principal polo produtor, temporais severos castigaram as áreas de várzea, projetando forte retração na colheita de 2026 e aperto na oferta regional até o encerramento do primeiro semestre de 2027.
O café arábica também encerrou setembro em trajetória descendente, com preço médio de R$ 1.590,83 por saca de 60 quilos — queda de 10,2% no mês e de 28,9% frente a setembro do ano anterior. O recuo é justificado pelo avanço acelerado da colheita volumosa da safra brasileira 2026/27, pela recuperação dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e pela regularidade das chuvas que beneficiaram as floradas no cinturão cafeeiro.
