A excelência sensorial da bebida ganha o reforço definitivo das métricas socioambientais na consolidação da cafeicultura do Cerrado Mineiro. Pela primeira vez na história do tradicional concurso da Denominação de Origem, a organização instituiu uma categoria focada exclusivamente em premiar fazendas que aplicam práticas regenerativas contínuas. A novidade compõe a programação do 14º Prêmio Região do Cerrado Mineiro por meio do Troféu Futuro Regenerativo para o Café, que destinará R$ 40 mil aos três primeiros colocados.
A região congrega mais de 4,5 mil produtores distribuídos por 55 municípios. Na temporada 2025/2026, a origem controlada respondeu pela certificação de cerca de 420 mil sacas de 60 quilos exportadas para 28 países, além do abastecimento do mercado consumidor interno.
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A abordagem avalia a propriedade de maneira holística, superando ações pontuais. O diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, explica a proposta de valor:
"O futuro da cafeicultura é resultado das escolhas que fazemos hoje. Quando falamos em um futuro regenerativo, estamos olhando para a propriedade de forma integrada. Não se trata de reconhecer uma iniciativa isolada, mas de valorizar práticas que já estão em funcionamento e que, juntas, contribuem para a conservação dos recursos naturais, para a valorização das pessoas, para a eficiência produtiva e para a sustentabilidade econômica da atividade."
Sete pilares técnicos e auditoria presencial
A metodologia baseia-se nos pilares da Plataforma Global do Café, adaptada às particularidades do cultivo regional. O escopo técnico abrange sete frentes de auditoria: solo e adubação balanceada; taxa de matéria orgânica; uso de bioinsumos; retenção de água e física do solo; conservação e biodiversidade; Manejo Integrado de Pragas (MIP); e governança socioeconômica focada em pessoas.
O processo seletivo transcorre em duas fases:
Primeira fase documental: Preenchimento de formulário digital e submissão de evidências comprobatórias até 16 de outubro, com seleção das cinco melhores pontuações entre 17 e 31 de outubro;
Segunda fase de auditoria: Vistorias presenciais, inspeções técnicas e entrevistas com colaboradores conduzidas por banca independente nas cinco fazendas finalistas.
Premiação em dinheiro e regras de inscrição
O montante de R$ 40 mil será repartido entre os três melhores projetos: o vencedor recebe R$ 30 mil, o segundo colocado obtém R$ 7 mil e o terceiro garante R$ 3 mil.
Para participar, o cafeicultor deve ser vinculado às cooperativas ou associações filiadas à Federação, possuir ao menos uma certificação de sustentabilidade ativa na fazenda e ter submetido formalmente amostra em uma das categorias de qualidade do 14º Prêmio Região do Cerrado Mineiro. O cadastro da amostra segue aberto até o dia 23 de setembro pelo portal oficial da entidade.
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