O município de Ribeirão Preto (SP) recebe a partir desta sexta-feira (11) o 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto, evento inédito com entrada gratuita estruturado para valorizar a bebida mais tradicional do país e fortalecer a agroindústria artesanal. A programação acontece nas dependências do novo Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar e Bioenergia do Senar-SP e reúne cerca de 65 expositores de São Paulo e Minas Gerais, integrando produtores de cachaça de alambique, queijos artesanais, charcutaria, café especial e artesanato regional.
As atividades técnicas têm início logo pela manhã de sexta-feira com a realização de um congresso setorial. O ciclo traz palestras operacionais das 10h às 12h sobre metodologias de produção e destilação de qualidade, seguido por um painel das 14h às 15h30 detalhando os trâmites regulatórios para a obtenção do registro de estabelecimentos e produtos junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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A abertura oficial está marcada para as 16h, com homenagens ao empresário Toninho Tonielo por sua contribuição histórica ao agronegócio regional, encerrando com apresentação da Orquestra de Violeiros do Sindicato Rural de São Carlos.
O presidente do sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, ressalta que o espaço consolida pontes comerciais diretas com o consumidor:
"Sediar este festival em nosso novo Centro de Excelência reafirma o compromisso da Faesp e do Senar-SP com a valorização e o fortalecimento do produtor artesanal. Unir a tradição da cana e do café em Ribeirão Preto é celebrar a excelência do agro paulista, gerando oportunidades, agregação de valor e orgulho para a nossa gente."
Conexão com café especial e resgate histórico
O festival sedia simultaneamente a etapa local do Encontro do Café Especial, capitaneada pela Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC) com suporte do Sebrae-SP. Um grupo de 24 cafeicultores conduzirá oficinas práticas de torra, química de preparo de água, dobras de filtro e métodos de extração em prensas francesas, aeropress e filtros manuais.
A memória do setor sucroalcooleiro é resgatada pelo Museu da Cana – Instituto Engenho Central, que expõe maquinários em ferro do século XIX, tachos de cobre coloniais, formas históricas de pão de açúcar e painéis que narram a evolução da cachaça desde o Brasil Império.
A grade artística contempla shows de música de raiz e ritmos caipiras:
Sábado (12): Apresentações da banda Suzie Kill, grupo de catira Espora de Prata de Barretos, cantora Daiane Ken e da dupla Zé Simões Luiz Magner;
Domingo (13): Comemorações do Dia Nacional da Cachaça com Cleiton Viola Willian, Neto Matheus e encerramento com Ricardo Minelli.
Durante o evento, o Professor Benedito José Caturelli coordena a comissão técnica do Concurso da Cachaça. Jurados avaliarão amostras de cachaça branca por meio de degustação às cegas, pontuando atributos visuais, olfativos, gustativos e equilíbrio, com premiação das três melhores colocadas anunciada no domingo. A feira dispõe de praça gastronômica com cortes defumados em pit smoke, derivados de milho, caldos e área de lazer infantil.
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