O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nesta sexta-feira uma atualização técnica sobre as medidas de contenção e erradicação aplicadas ao foco da doença de Newcastle, identificado em uma granja comercial de criação de perus de corte localizada no município de Nova Itaberaba (SC). A resposta do serviço veterinário oficial tem como prioridade estancar qualquer risco de dispersão viral e resguardar a integridade sanitária dos plantéis avícolas nacionais.
Entre as determinações regulatórias, o governo federal publicou a Portaria Mapa nº 962/2026, estabelecendo estado de emergência zoossanitária pelo período de 60 dias em uma zona de contenção que engloba quatro municípios do oeste catarinense: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
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No âmbito internacional, o Brasil cumpriu os protocolos de transparência zoossanitária notificando formalmente o evento à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e repassando relatórios técnicos preliminares aos parceiros bilaterais que importam produtos avícolas brasileiros.
Despovoamento concluído e desinfecção de galpões
No front de campo, a operação de erradicação cumpriu o cronograma de contingência. O despovoamento sanitário de todo o lote de perus do estabelecimento afetado foi deflagrado no dia 19 de outubro e plenamente finalizado no dia 20. Neste momento, os galpões passam por etapas minuciosas de limpeza profunda, aplicação de desinfetantes industriais e protocolos de destruição de fômites, conforme os manuais de biosseguridade animal.
Simultaneamente, os fiscais agropecuários mantêm barreiras móveis para controle estrito do trânsito de animais vivos, subprodutos, camas de aviário, esterco e rações na área delimitada. O raio de restrição sanitária passa por rastreamento epidemiológico ativo, com visitas e inspeções clínicas diárias em propriedades vizinhas para detecção precoce de possíveis anomalias respiratórias ou neurológicas em aves.
A força-tarefa de emergência reúne a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o Ministério da Agricultura, a Prefeitura Municipal de Nova Itaberaba, a Polícia Civil e o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa). As frentes conjuntas atuam no bloqueio de estradas vicinais, na investigação diagnóstica de campo e no suporte logístico para isolar a ocorrência.
