A estiagem prolongada na Região Centro-Oeste reduziu drasticamente os índices de umidade relativa do ar e impulsionou o avanço dos focos de incêndio em Goiás. Com projeção de agravamento até o mês de outubro, o cenário de calor extremo impõe desafios operacionais diretos para o manejo da pecuária de corte e de leite no Estado.
Quando submetidos a temperaturas muito acima da média, os bovinos despendem grande parte de sua energia na regulação da temperatura corporal. O processo resulta no isolamento do animal, redução drástica no consumo de matéria seca e estagnação no desempenho produtivo.
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Conforme orientação do médico veterinário do Sindicato Rural de Rio Verde, Juliano Aquino, a adoção de medidas simples de bem-estar animal é decisiva para evitar perdas econômicas severas nos períodos mais quentes:
Disponibilidade hídrica: Fornecimento contínuo de água limpa, fresca e em vazão adequada nos bebedouros;
Proteção solar: Aumento das áreas de sombra nas pastagens e piquetes, por meio de arborização natural ou sombrite;
Ajuste de rotina: Suspensão de manejos estressantes — como vacinação, pesagem, apartação e transporte — nos horários de pico térmico;
Manejo nutricional: Monitoramento constante do comportamento do lote e readequação dos horários de fornecimento da dieta no cocho.
Risco às linhas de transmissão e segurança energética
Além dos impactos diretos na produção agropecuária, a proliferação das queimadas traz graves riscos para a infraestrutura de distribuição de energia do Estado. O gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, destaca que o fogo próximo à vegetação sob a rede elétrica gera arcos volticos e interrupções em cascata.
O desabastecimento afeta redes hospitalares, comércios e a rotina de propriedades rurais que dependem da eletricidade para manter tanques de refrigeração de leite e sistemas de irrigação operando. O combate ao uso do fogo na limpeza de áreas e a prevenção contra focos de incêndio consolidam-se como ações prioritárias de segurança pública e preservação patrimonial no campo.
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