Em 2025, 4,8% das pessoas de 14 anos ou mais ocupadas ou que anteriormente já foram ocupadas em Goiás estavam associadas a sindicatos, segundo dados da PNAD Contínua. Com esse resultado, o Estado registrou o quinto menor percentual de sindicalização do País, acima apenas de Rio de Janeiro (4,6%), Amazonas (4,2%), Roraima (4,1%) e Amapá (3,8%). A taxa goiana ficou abaixo da média nacional, que foi de 7,6%.
Em sentido oposto, os maiores percentuais foram observados no Piauí (16,9%), Distrito Federal (14,0%) e Maranhão (12,8%). A diferença entre Goiás e a média brasileira foi de 2,8 pontos percentuais em 2025, evidenciando uma taxa de associação sindical inferior à observada no conjunto brasileiro.
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A série histórica mostra uma trajetória de redução da sindicalização tanto em Goiás quanto no Brasil desde o início da série. Em Goiás, o percentual passou de 9,0% em 2012 para 4,8% em 2025, uma queda de 4,2 pontos percentuais. O maior percentual da série para o estado foi registrado em 2014, quando 10,9% das pessoas ocupadas estavam associadas a sindicatos. Desde então, o indicador apresentou oscilações, mas permaneceu em patamar inferior ao observado no início do período.
No Brasil, a proporção de pessoas associadas a sindicatos recuou de 13,6% em 2012 para 7,6% em 2025, redução de 6,0 pontos percentuais ao longo da série. Após atingir 7,3% em 2023, a taxa nacional apresentou ligeira elevação para 7,7% em 2024 e permaneceu praticamente estável em 2025, com 7,6%. Em Goiás, o indicador passou de 4,5% para 4,8% entre 2023 e 2025, mantendo-se entre os menores percentuais do país.
Vale ressaltar que, em 2020 e 2021, a redução da taxa de respostas da PNAD Contínua em decorrência da pandemia de COVID-19 impôs dificuldades à mensuração dos dados de módulos temáticos da pesquisa, como aqueles relativos às “Características adicionais do mercado de trabalho”. Por isso, a série de indicadores compreende os anos de 2012 a 2019 e de 2022 a 2025.
Trabalhadores por conta própria
Em 2025, 34,5% dos trabalhadores por conta própria de Goiás atuavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o maior percentual da série histórica iniciada em 2012. Naquele ano, a proporção era de 17,6%, o que representa um aumento de 16,9 pontos percentuais ao longo do período. Em sentido oposto, a parcela dos trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ caiu de 82,4% para 65,5%.
No ranking das unidades da federação, Goiás ocupou a 6ª posição entre os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria com CNPJ em 2025, com resultado superior ao observado para o Brasil (27,1%). O Estado ficou atrás apenas de Santa Catarina (41,4%), São Paulo (39,4%), Distrito Federal (36,8%), Rio Grande do Sul (36,6%) e Paraná (35,3%).
Os dados da PNAD Contínua mostram ainda que Goiás possuía 1,075 milhão de pessoas ocupadas na condição de empregador ou trabalhador por conta própria em 2025. Desse total, 721 mil eram homens e 354 mil eram mulheres. No Brasil, esse contingente somava 30,6 milhões de pessoas, sendo 20,1 milhões de homens e 10,5 milhões de mulheres.
Entre os empregadores goianos, 83,5% atuavam em empreendimentos registrados no CNPJ em 2025, percentual superior à média nacional, de 81,1%. O resultado também se manteve entre os mais elevados da série histórica do estado, ficando abaixo apenas do verificado em 2023 (84,7%). Entre 2012 e 2025, a proporção de empregadores com empreendimento registrado passou de 73,3% para 83,5% em Goiás, enquanto a participação dos que não possuíam registro recuou de 26,7% para 16,5%.
Cooperativa volta a aumentar
Em 2025, 3,6% das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras por conta própria em Goiás estavam associadas a cooperativas de trabalho ou produção. O percentual representou aumento de 0,8 ponto percentual em relação a 2024 (2,8%), retornando ao mesmo patamar observado em 2022. No ranking das unidades da Federação, Goiás ocupou a 20ª posição, empatado com o Ceará, ficando abaixo da média nacional de 4,7%. Os maiores percentuais foram registrados no Rio Grande do Sul (8,7%), Santa Catarina (7,8%) e Rondônia e Paraná (6,9%), enquanto os menores ocorreram no Distrito Federal (2,4%) e no Piauí (2,7%).
A série histórica mostra que o maior percentual de associação a cooperativas entre empregadores e trabalhadores por conta própria em Goiás foi registrado em 2014, com 6,2%, único ano em que o indicador estadual superou a média brasileira (6,1%). Após oscilar nos anos seguintes e atingir 3,0% em 2017 e 2019, o indicador voltou a crescer em 2022 (3,6%) e 2023 (3,9%), recuou para 2,8% em 2024 e retomou a trajetória de alta em 2025, alcançando novamente 3,6%. No Brasil, o percentual apresentou tendência de redução no longo prazo, passando de 6,3% em 2012 para 4,7% em 2025.
Em termos absolutos, 38 mil pessoas estavam associadas a cooperativas de trabalho ou produção em Goiás em 2025, contingente superior ao observado em 2024, quando eram 30 mil pessoas. No Brasil, o total de associados chegou a 1,444 milhão de pessoas, também acima das 1,288 milhão registradas no ano anterior. Apesar do avanço recente, a participação dos associados em Goiás permaneceu abaixo da média nacional ao longo de toda a série histórica disponível.
Proporção de pessoas ocupadas que trabalham no domicílio de residência volta a cair
Em 2025, 224 mil pessoas ocupadas em Goiás trabalhavam no próprio domicílio de residência, o equivalente a 7,1% do total de ocupados considerados no indicador. O percentual apresentou queda de 0,6 ponto percentual em relação a 2024, quando havia alcançado 7,7%, interrompendo o avanço observado no ano anterior. No ranking das unidades da Federação, Goiás ocupou a 17ª posição entre os 27 estados e Distrito Federal, ficando abaixo da média nacional, que foi de 7,9%.
A série histórica mostra que a proporção de trabalhadores atuando no domicílio de residência em Goiás oscilou entre 3,9% e 7,7% ao longo do período analisado. Em 2012, o indicador era de 4,4%, alcançando 5,4% em 2018 e chegando a 7,2% em 2019. Após a interrupção da série em 2020 e 2021, o percentual retomou em patamar elevado, registrando 7,3% em 2022, caindo para 6,4% em 2023, voltando a subir para 7,7% em 2024 e recuando novamente para 7,1% em 2025. Em termos absolutos, o contingente de trabalhadores nessa condição passou de 108 mil pessoas em 2012 para 224 mil em 2025.
No cenário nacional, Ceará (10,7%), Distrito Federal (10,6%) e Rio de Janeiro (10,1%) apresentaram os maiores percentuais de pessoas ocupadas trabalhando no domicílio de residência em 2025.
Já os menores resultados foram observados no Acre (3,6%), Rondônia (4,1%) e Mato Grosso (4,5%). Com taxa de 7,1%, Goiás situou-se 0,8 ponto percentual abaixo da média brasileira.
Além do trabalho no domicílio de residência, a maioria dos ocupados em Goiás trabalhava em estabelecimento do próprio empreendimento, que reunia 59,3% do total em 2025 (1,87 milhão de pessoas). Em seguida vinham os que atuavam em local designado pelo empregador, patrão ou freguês, com 18,7% (590 mil), acima da média nacional (13,8%), e os ocupados em fazendas, sítios, granjas e chácara etc com 7,1% (223 mil). Os demais locais somavam participações menores: veículo automotor (4,3%), estabelecimento de outro empreendimento (1,7%), via ou área pública (1,7%) e domicílio do empregador, sócio ou freguês (0,1%).
Goiás tem o maior percentual já registrado de ocupados com nível superior
Em 2025, 23,1% das pessoas ocupadas em Goiás possuíam nível superior completo, o maior percentual da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O indicador avançou 1,5 ponto percentual em relação a 2024 (21,6%) e 11,3 pontos percentuais na comparação com 2012 (11,8%). No ranking das unidades da Federação, Goiás ocupou a 14ª posição, abaixo da média nacional, de 24,9%.
No Brasil, o percentual de ocupados com nível superior completo também atingiu o maior patamar da série, chegando a 24,9% em 2025. Em termos absolutos, o país contabilizou 25,6 milhões de trabalhadores com essa escolaridade, frente a 12,6 milhões em 2012. Nesse período, a participação desse grupo na população ocupada passou de 14,1% para 24,9%.
O aumento da participação dos ocupados com ensino superior ocorreu paralelamente à redução dos grupos de menor escolaridade. Em Goiás, a parcela de trabalhadores sem instrução ou com fundamental incompleto caiu de 32,6% em 2012 para 17,6% em 2025. Já o grupo com médio completo e superior incompleto representou 44,2% dos ocupados em 2025, permanecendo como a faixa de escolaridade mais freqüente entre os trabalhadores do estado.
Goiânia registra o 2º menor percentual de trabalhadores noturnos entre as capitais
Em 2025, 5,0% das pessoas ocupadas de 14 anos ou mais em Goiânia trabalhavam em turno noturno ou parcialmente noturno, colocando a capital goiana entre os menores percentuais do país. No ranking das capitais, apenas Belém (4,4%) apresentou proporção inferior à observada em Goiânia, que dividiu posição com Campo Grande (5,0%). Na sequência aparecem Manaus e Florianópolis (5,1%). Já os maiores percentuais foram registrados em Boa Vista (18,6%), Rio Branco (16,4%) e Aracaju (15,3%).
No Brasil, 8,4% das pessoas ocupadas trabalhavam em turno noturno ou parcialmente noturno em 2025, proporção superior à observada em Goiânia. Em números absolutos, eram 8,637 milhões de trabalhadores nessa condição entre os 102,983 milhões de pessoas ocupadas no país. Os trabalhadores que exerciam suas atividades exclusivamente no período diurno somavam 94,345 milhões de pessoas, correspondendo a 91,6% do total de ocupados.
Em Goiás, o percentual de ocupados que trabalhavam em turno noturno ou parcialmente noturno foi de 6,3% em 2025, abaixo da média nacional. Em termos absolutos, isso representava 241 mil pessoas entre os 3,862 milhões de ocupados no estado. Entre os homens goianos, 7,0% trabalhavam em turno noturno ou parcialmente noturno, ante 5,3% entre as mulheres. Em Goiânia, os percentuais foram bastante próximo. Com 4,9% dos homens e 5,1% das mulheres ocupados em atividades noturnas ou parcialmente noturnas. No Brasil, a diferença entre os sexos foi mais elevada: 9,6% dos homens trabalhavam nesse turno, frente a 6,8% das mulheres.
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