Detentor do terceiro maior rebanho bovino do país conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Goiás recebe entre os dias 16 e 18 de setembro, no Espaço Dois Ipês, em Goiânia, a edição 2026 do Feedlot Summit Brazil. O encontro técnico reúne pecuaristas, zootecnistas e agrônomos para analisar índices de eficiência bioeconômica na produção de carne, tendo a capacidade de suporte das pastagens como um dos principais eixos de debate para a sustentabilidade da recria e da terminação intensiva.
A proliferação de espécies vegetais invasoras figura entre os principais gargalos para a manutenção da produtividade forrageira nos sistemas pastoris. A matocompetição por luminosidade, água e nutrientes do solo restringe o pleno estabelecimento das gramíneas, limitando a oferta de massa verde e encurtando a vida útil dos piquetes.
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O zootecnista Thiago Menezes avalia que a intervenção agronômica sobre plantas daninhas precisa ser mensurada sob a ótica da gestão de custos da propriedade:
"O manejo correto de invasoras representa uma decisão financeira estratégica ao eliminar a competição por nutrientes e permitir o pleno desenvolvimento da forragem. O processo viabiliza uma maior taxa de lotação por hectare e exige um diagnóstico preciso do nível de infestação e do estágio das plantas para garantir o retorno do investimento."
Critérios para manejo químico e eficiência de controle
A eficiência do combate às espécies de folhas largas herbáceas, semi-arbustivas e arbustivas depende diretamente do mapeamento fitossociológico da área e da assertividade na escolha das moléculas defensivas.
No campo agronômico, a tecnologia de aplicação exige atenção a fatores biológicos específicos:
Diagnóstico de infestação: Avaliação do estágio de desenvolvimento vegetativo das invasoras para determinar o ponto ideal de absorção sistêmica dos princípios ativos;
Moléculas de pós-emergência: Utilização de ativos combinados, a exemplo do Aminociclopiracloro (ACP) associado ao Metsulfurom-metílico, voltados para a translocação por folhas e raízes com baixa volatilidade em áreas já estabelecidas;
Manejo mecânico e químico integrado: Aplicação localizada no toco para invasoras cortadas a até 10 centímetros do solo, metodologia que potencializa a translocação até o sistema radicular em espécies de difícil erradicação.
Dados zootécnicos demonstram que a erradicação assertiva das invasoras restaura a capacidade nutricional da forragem, permitindo o aumento na taxa de lotação por unidade de área e otimizando a entrega de animais padronizados para o sistema de confinamento.
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