O volume de serviços em Goiás registrou retração de 1,9% na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, após já ter apresentado recuo de 0,4% no mês anterior. Os dados constam na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representou a 5ª maior queda do Brasil, dividindo a posição com Mato Grosso do Sul (-1,9%), em um período em que a média nacional demonstrou estagnação com variação nula (0,0%).
O desempenho negativo foi superado apenas pelas retrações apuradas em Rondônia (-5,4%), Acre (-4,9%), Mato Grosso (-3,3%) e Alagoas (-3,2%). Em sentido diametralmente oposto, os maiores crescimentos mensais foram registrados em Amazonas (+6,0%), Espírito Santo (+4,3%) e Rio Grande do Norte (+3,9%).
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No confronto interanual, frente a julho de 2025, o volume de serviços goiano encolheu 3,5%, contrapondo-se ao avanço de 0,9% registrado no cenário brasileiro. Com essa sequência de perdas, o setor em Goiás acumula contração de 1,3% de janeiro a julho de 2026, enquanto a média do país expandiu 1,9%. No acumulado móvel dos últimos 12 meses, a atividade estadual preserva um saldo tímido de 0,2%.
Transportes e logística lideram perdas no estado
O principal vetor de pressão negativa sobre o setor terciário goiano veio do segmento de transporte, logística e serviços correlatos:
Transportes, serviços auxiliares e correio: Despencaram expressivos 8,0% na comparação com julho de 2025, acumulando perdas de 5,6% no ano e recuo de 2,4% no intervalo de 12 meses;
Outros serviços: Apresentaram queda de 7,1% no confronto anual, embora mantenham saldo positivo no acumulado de 2026 (+2,7%) e em 12 meses (+1,9%);
Informação e comunicação: Registraram expansão de 2,5% frente ao mesmo mês do ano anterior;
Serviços profissionais e administrativos: Avançaram 2,1% no comparativo interanual;
Serviços prestados às famílias: Fecharam com alta modesta de 0,6%.
O recuo expressivo na infraestrutura de transportes reflete a menor demanda por movimentação de cargas e fretes, exercendo peso determinante sobre o resultado global do estado.
Turismo volta a crescer na margem, mas segue no vermelho
As atividades ligadas ao turismo em Goiás esboçaram reação na margem, avançando 0,8% em julho na comparação com junho, livre dos efeitos sazonais. O índice interrompeu a queda de 2,5% verificada no mês antecedente, mas não foi suficiente para compensar o passivo acumulado.
No comparativo com julho de 2025, o turismo no estado recuou 2,9%, exibindo pior desempenho que a média nacional (-1,6%). No acumulado de janeiro a julho, as perdas turísticas chegam a 4,3%, com retração de 5,0% em 12 meses. Com esse resultado na margem, Goiás ocupou a nona posição entre os 17 locais monitorados pelo IBGE, bem abaixo da média do turismo no Brasil, que saltou 2,7% no mês.
