O abate de bovinos em Goiás alcançou a marca expressiva de 1,07 milhão de cabeças no segundo trimestre de 2026, consolidando um salto de 13,0% na comparação com os três primeiros meses do ano e alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados oficiais da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se do maior volume já registrado para um segundo trimestre em toda a série histórica do estado, iniciada em 1997, superando o ápice prévio de 1,06 milhão de animais do ciclo anterior.
Na série completa semestral e anual, o desempenho representou o segundo maior resultado da história da pecuária goiana, ficando atrás somente do terceiro trimestre de 2025, quando foram abatidas 1,13 milhão de cabeças. Com esse desempenho, Goiás respondeu por 10,0% de todo o abate bovino do Brasil (que totalizou 10,72 milhões de animais), assegurando a terceira posição no ranking nacional, posicionado atrás de Mato Grosso e São Paulo.
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A produção de aves e suínos também apresentou estabilidade e recordes pontuais nas indústrias goianas:
Frangos em nível histórico: O abate estadual somou 136,1 milhões de aves entre abril e junho, alta de 0,3% sobre o primeiro trimestre e avanço de 3,9% frente a igual intervalo de 2025. O volume assegurou o melhor segundo trimestre da série histórica e a quinta colocação no país, respondendo por 8,1% do 1,69 bilhão de frangos abatidos no Brasil, atrás de Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul;
Suínos em ritmo estável: Foram abatidas 496,8 mil cabeças no período (+0,7% ante o trimestre anterior e -1,8% frente a 2025). O estado manteve a oitava colocação nacional (3,2% de participação), em um segmento liderado com folga pela Região Sul (Santa Catarina com 4,3 milhões, Paraná com 3,3 milhões e Rio Grande do Sul com 2,8 milhões).
Leite goiano atinge a remuneração mais alta do Brasil
No segmento de lácteos, o produtor de Goiás recebeu o valor médio mais elevado do país no segundo trimestre: R$ 2,89 por litro, superando praças tradicionais como Rio de Janeiro (R$ 2,85) e São Paulo (R$ 2,84). A cotação ficou 7,0% acima da média nacional (R$ 2,70 por litro), acumulando uma valorização de 24,6% frente aos R$ 2,32 registrados no primeiro trimestre do ano.
A valorização do leite reflete diretamente o aperto na oferta local. A captação formal sob inspeção somou 535,8 milhões de litros (com 535,1 milhões industrializados), uma retração de 2,1% ante os primeiros três meses do ano e queda de 6,6% no comparativo interanual, posicionando o estado na sexta colocação nacional em volume captado, atrás de Minas Gerais (1,58 bilhão), Paraná (1,07 bilhão) e Rio Grande do Sul (867,3 milhões).
Já na postura comercial, a produção de ovos de galinha em Goiás registrou 63,1 milhões de dúzias (-3,5% ante o trimestre imediatamente anterior e -3,8% frente a 2025), atingindo o menor patamar desde o segundo trimestre de 2024. Do total produzido no estado (oitavo colocado no país), 36,5 milhões de dúzias atenderam ao consumo humano direto e 26,7 milhões destinaram-se à incubação.
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