Goiás reúne vantagens competitivas únicas que sustentam sua posição estratégica no centro da economia brasileira. A confluência entre uma base agropecuária tecnificada, avanço industrial, capacidade energética, recursos hídricos, biodiversidade do Cerrado e malha urbana articulada forma o alicerce das diretrizes que devem guiar o planejamento público estadual para a próxima década.
Com a bagagem de quem governou o Estado por quatro mandatos (1999–2006 e 2011–2018), além de atuações no Senado Federal e nas Câmaras estadual e federal, o candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo (63), apresentou os eixos estruturantes do documento Visão Goiás de Todos voltados à cadeia do agronegócio e à infraestrutura de escoamento.
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O programa estabelece a meta de posicionar o Estado, até 2030, na vanguarda da governança pública, produtividade sustentável e atração de capital produtivo. A execução da plataforma organiza-se a partir de quatro macroeixos integrados:
Desenvolvimento Humano Integral: Foco na valorização das comunidades do interior e na qualidade de vida das famílias rurais;
Economia Verde, Digital e Competitiva: Estímulo à inovação produtiva, transição energética e geração de empregos industriais qualificados;
Infraestrutura Conectada e Desenvolvimento Territorial: Articulação de redes de transporte, malha viária e telecomunicações rurais;
Governança Ágil, Inteligente e Transparente: Modernização regulatória e desburocratização dos serviços públicos estaduais.
Avanço tecnológico, bioeconomia e sanidade no campo
O plano de governo reconhece a agropecuária como o motor primordial da economia goiana e projeta a ampliação do valor agregado das safras locais para posicionar o Estado como referência mundial em segurança alimentar e responsabilidade climática.
As metas prioritárias para a porteira adentro e para as agroindústrias englobam:
Inovação aplicada: Aporte em pesquisa agronômica, ferramentas de inteligência artificial, biotecnologia e expansão da conectividade digital nos distritos rurais;
Eficiência ambiental e de recursos: Difusão da agricultura de precisão, irrigação de alta eficiência, segurança hídrica, recuperação de pastagens degradadas e consolidação de sistemas de baixo carbono;
Blindagem institucional: Garantia da segurança jurídica na posse da terra, aceleração da regularização fundiária, fiscalização sanitária austera e fortalecimento da rastreabilidade animal e vegetal;
Verticalização produtiva: Apoio ao cooperativismo, fortalecimento da agricultura familiar e estímulo à instalação de plantas de transformação para reduzir a exportação de grãos in natura.
Liderança em matriz limpa e infraestrutura multimodal
A transição energética ganha tratamento estratégico no programa, visando transformar Goiás em polo de atração para investimentos industriais sustentáveis. O documento define ações direcionadas à expansão da geração solar, ampliação da produção de biogás, biometano e biomassa, estímulo à geração distribuída e modernização dos sistemas de transmissão elétrica.
No flanco logístico, a proposta foca no enfrentamento dos gargalos de circulação de cargas com o aperfeiçoamento de corredores de exportação integrados ao Centro-Oeste. O projeto contempla investimentos preventivos na malha rodoviária, reforço na segurança de tráfego, ampliação de acessos aeroportuários e conexão com os modais ferroviários que cruzam o território goiano.
A agenda prevê ainda a manutenção e o aprimoramento de programas territoriais já consolidados, como o Plano de Desenvolvimento do Vale do Rio Araguaia e o Plano Diretor Florestal, alinhando preservação florestal e exploração econômica sustentável nas microrregiões goianas.
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