Goiânia consolida-se como uma das praças mais dinâmicas e resilientes da construção civil brasileira, despontando como polo imobiliário de referência em todo o Centro-Oeste. Levantamento técnico elaborado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a consultoria EY aponta que a capital goiana supera polos regionais vizinhos, sustentando expansão notável no volume de unidades disponibilizadas e na absorção de mercado.
Entre 2020 e 2024, o volume de unidades lançadas no município registrou salto de 60%. O reflexo financeiro foi ainda mais vigoroso: o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos avançou 223% no mesmo quadriênio. Na ponta da comercialização, as vendas em unidades físicas cresceram 40%, enquanto o VGV comercializado registrou elevação de 138%, atestando a solidez da liquidez local.
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Para o presidente da Abrainc, Luiz França, o comportamento das cotações decorre de pressões estruturais de espaço e localização:
"As pessoas querem morar nas regiões mais nobres, perto do trabalho, e nesses lugares existe uma escassez de terrenos. É por isso que o metro quadrado fica mais caro e construir apartamentos menores o torna mais democrático. Goiânia é um verdadeiro motor de crescimento para o mercado imobiliário do Centro-Oeste. Esse desempenho reflete a demanda crescente por uma cidade que oferece qualidade de vida e oportunidades de negócio. Os dados indicam que a capital é um polo de desenvolvimento com grande potencial de expansão e rentabilidade."
Explosão de compactos e resistência aos juros
O avanço da cidade apoia-se em nichos diversificados, com destaque categórico para o padrão Especial, voltado a estúdios, apartamentos de um dormitório e plantas compactas direcionadas à locação e investidores:
Salto em lançamentos compactos: O VGV desse segmento disparou 562% no primeiro semestre de 2025 ante o mesmo período de 2024;
Ampliação de unidades: Os novos projetos de compactos registraram incremento de 398% em unidades ofertadas;
Desempenho de vendas: A comercialização desse padrão avançou 328% no intervalo analisado.
Mesmo sob o aperto monetário da taxa Selic mantida no patamar de 15% ao ano, o mercado goianiense demonstrou sustentação de valor. No primeiro semestre de 2025, após os recordes do ciclo anterior, os lançamentos recuaram 12% em volume físico e 10% em valor. As vendas cederam 7% em unidades, mas registraram alta de 5% em montante financeiro, comprovando a valorização generalizada do metro quadrado em todos os estratos (Econômico, Standard, Médio, Alto, Luxo e Super Luxo). O estoque habitacional permaneceu equilibrado em 10 meses, patamar saudável para incorporadoras.
O agro como motor da liquidez urbana
O vigor imobiliário conecta-se umbilicalmente à pujança do agronegócio regional. A capital funciona como centro financeiro e de serviços das grandes famílias produtoras de grãos e gado de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, canalizando os lucros das safras para a diversificação patrimonial em ativos de tijolo.
Aliada à circulação da renda do campo, a presença de extensas áreas verdes, a oferta de serviços médicos de excelência, a gastronomia estruturada e os índices favoráveis de segurança pública tornam Goiânia um ímã de retenção de capital e migração de novos investidores de alto padrão.
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