Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado brasileiro de suíno vivo perdeu tração e passou a registrar comportamento irregular entre as diferentes praças de comercialização acompanhadas pela entidade. O movimento ocorre após um período de valorizações consecutivas, refletindo a necessidade de ajuste das cotações diante do escoamento mais lento da proteína na ponta final da cadeia.
Nas distribuidoras e no atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial registrou a primeira desvalorização semanal desde o começo do mês passado. De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução na velocidade de saída da carne dos frigoríficos para o varejo exerceu pressão direta sobre os canais de distribuição, estabelecendo um teto para novas pretensões de alta do animal vivo nas granjas de diversas regiões produtoras.
Com alta em outubro, carcaça suína perde competitividade
Suíno reage em setembro com menor oferta e demanda firme
Efeito sazonal favorece pernil e lombo
Apesar do recuo registrado no preço médio das carcaças inteiras, o desempenho dos cortes desossados e fracionados apresentou comportamento divergente no atacado. O Cepea destaca que os valores praticados para o pernil e para o lombo seguiram em trajetória ascendente nos últimos dias, demonstrando liquidez sustentada.
Essa valorização setorial está ligada ao calendário comercial da proteína animal. Com a aproximação das festas de encerramento de ano, atacadistas e redes supermercadistas iniciam antecipadamente o cronograma de compras e abastecimento de câmaras frigoríficas para garantir lotes de cortes tradicionalmente consumidos no período natalino. A busca por esses itens equilibra a receita das agroindústrias e atenua o impacto da menor demanda por carcaças no mercado doméstico.
