Fenômeno climático tem potencial para impactar área plantada, rendimento das lavouras e produção de algumas culturas em determinadas regiões
Modelos preditivos do Banco Pine projetam que, devido aos impactos do fenômeno climático El Niño, o PIB do agronegócio deverá registrar queda em 2027. O alerta foi dado pelo diretor-executivo do banco, Cristiano Oliveira, nesta terça-feira (27), na 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, que ocorreu na capital paulista.
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"Os efeitos do El Niño deverão interferir para certa diminuição de área plantada, redução na produtividade média, bem como quebra de produção em algumas culturas de determinadas regiões, cenário que já será suficiente para que o PIB do agro recue para o campo negativo", assinalou Oliveira.
De acordo com o especialista, 2027 será, de fato, um ano desafiador para a economia mundial e, obviamente, claro, para a do Brasil, com a expectativa de um "freio de arrumação" no cenário doméstico. "Todavia, dá para projetar que 2028 será melhor."
Segundo Oliveira, no pós-pandemia, cinco mega-tendências passaram a moldar a agenda global. "Geopolítica, inteligência artificial, questões demográficas, transição energética e novos modelos financeiros [moedas] e, em todas elas, vejo o Brasil bem posicionado." O especialista registra que a inflação está em alta, assim como as taxas de juros em boa parte do Ocidente, além do gasto fiscal. "Os desafios se tornaram similares para a maioria dos países."
