Segundo posicionamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, o setor produtivo reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do país, a atividade sustentável e a solidez das instituições democráticas diante do encerramento do pleito presidencial. A liderança institucional ressaltou que a soberania do voto popular precisa ser compreendida em sua totalidade pelo próximo governo, observando a mensagem expressa nas urnas por cerca de 49% dos eleitores que apoiaram uma agenda de transformações, somados aos contingentes significativos de abstenções, votos nulos e em branco.
De acordo com o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a consolidação institucional exige escuta ampla e trabalho permanente de conciliação com todas as vertentes da sociedade civil.
Com R$ 17 mi, projetos vão restaurar 500 hectares em GO, MG e no DF
Preços ao produtor rural no RS saltam 7,5% com alta da soja e do arroz
"A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário. Ela se consolida quando há compromisso genuíno com a totalidade da sociedade, e não apenas com uma parcela dela", destaca.
Pautas prioritárias para a competitividade da porteira
A representação do setor enfatizou que continuará ativa na interlocução institucional para remover entraves que limitam o crescimento das atividades privadas e pressionam o orçamento de quem produz alimentos. Entre as medidas apontadas como urgentes, ganha protagonismo o combate aos excessos tributários, com foco em simplificação burocrática e justiça fiscal sem ampliação do peso de impostos sobre as cadeias do campo.
No plano financeiro, a federação defende a promoção de condições macroeconômicas sólidas que viabilizem a redução sustentável das taxas básicas de juros, aliviando o custo das linhas de crédito rural e de investimentos em máquinas e insumos. Essa trajetória monetária é associada diretamente à busca pelo equilíbrio fiscal, com corte e controle rigoroso de despesas públicas somados ao enfrentamento de ineficiências na gestão governamental.
Segurança patrimonial e previsibilidade de negócios
A preservação da segurança no meio rural permanece como exigência basilar da classe agropecuária, exigindo garantias estritas ao direito de propriedade, manutenção de marcos regulatórios transparentes e respeito às regras contratuais.
A entidade sustentou que, enquanto força motriz da segurança alimentar, geração de empregos formais e movimentação cambial no país, o agronegócio manterá cobranças para a estruturação de um plano econômico que preserve um ambiente favorável ao investimento, à livre iniciativa e à dignidade das famílias que atuam no campo brasileiro.
