O município de Britânia, situado na região do Vale do Araguaia, obteve autorização oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o envio de frutos frescos da família das cucurbitáceas — categoria agronômica que engloba culturas como melancia, melão e abóbora — ao mercado externo. A certificação autoriza produtores rurais do município a abastecerem nações compradoras com exigências quarentenárias rigorosas, contemplando parceiros comerciais do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.
A chancela técnica foi oficializada por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União, após a inclusão formal do município no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Anastrepha grandis, popularmente conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas. Com a publicação, Britânia passa a ser o 20º município de Goiás a integrar o SMR para essas culturas.
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A medida é resultado da articulação direta entre a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), os produtores locais e os responsáveis técnicos agrônomos das lavouras. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, enfatizou a importância do suporte do estado na agregação de valor:
"Trabalhamos para que o produtor goiano tenha respaldo técnico e possa chegar a mercados mais exigentes, mantendo o rigor fitossanitário em todas as fases. A inclusão de Britânia é fruto desse investimento e da dedicação da nossa equipe."
Monitoramento contínuo por seis meses assegura a certificação
A viabilização do passaporte de exportação dependeu de um calendário rigoroso de rastreamento de pragas. Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, a agência atuou desde o levantamento inicial em campo:
"Estivemos ao lado dos produtores e dos responsáveis técnicos, orientando o monitoramento e elaborando o projeto técnico encaminhado ao Ministério. Essa parceria entre o setor público e o produtivo vem aumentando, a cada ano, o número de municípios goianos no SMR."
Para que o município atendesse aos protocolos estabelecidos pelo Mapa e pelos órgãos de defesa dos países importadores, foi necessária uma amostragem ininterrupta de longa duração.
"Foram feitas coletas regulares e um monitoramento permanente nas áreas de produção por um período ininterrupto de seis meses para demonstrar a ausência da praga, em conformidade com os protocolos exigidos. O resultado mostra o empenho dos produtores, dos responsáveis técnicos e dos fiscais da Agência", ressaltou o coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira.
Com a habilitação, a cadeia produtiva local elimina travas alfandegárias e garante acesso aos mercados vizinhos em momentos de maior demanda internacional por frutas frescas.
