A bubalinocultura gaúcha demonstrou forte liquidez e consolidação de preços na pista de negócios. A oitava edição do Remate de Bubalinos, promovida pela Santa Úrsula Remates em parceria com a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), encerrou os trabalhos com 100% de liquidez (pista limpa) e médias superiores às apuradas no ciclo anterior. Realizado na terça-feira (6) no município de Glorinha (RS), o evento ofertou mais de 300 exemplares e registrou lotes de novilhas cotados em até R$ 16,96 por quilo vivo.
A presidente da Ascribu, Desireé Möller, avalia que o ritmo aquecido das batidas de martelo reflete um momento agronômico e zootécnico estratégico no Rio Grande do Sul, marcado pelo desmame das crias, o ingresso das fêmeas jovens em idade reprodutiva para a estação de monta e o rebrote vigoroso das pastagens de primavera.
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A dirigente aponta ainda uma mudança estrutural no comportamento do mercado regional:
“Há algum tempo, nós não tínhamos liquidez no rebanho bubalino. Hoje, chegamos com um valor mínimo nos remates e esse valor vai aumentando. Os resultados mostram o retorno econômico que a atividade pode proporcionar aos criadores e a presença firme de compradores para os lotes ofertados”, comemora Desireé, associando as cotações à busca por animais de aptidão mista para carne nobre e produção queijeira.
Sucesso comercial garante nova edição para dezembro
O pregão, que mesclou compradores locais no recinto com lances transmitidos via plataforma digital, atraiu investidores focados na expansão de plantéis comerciais. Segundo a sócia-gerente da Santa Úrsula Remates, Áurea Cardoso, a receptividade do mercado e o esgotamento imediato da oferta confirmaram a antecipação de uma nova etapa comercial:
O calendário oficial do setor terá o 9º Remate de Bubalinos no dia 1º de dezembro, atendendo à demanda reprimida por reprodutores e fêmeas de reposição no estado.
A rodada de negócios fez parte do calendário de primavera da Ascribu, que já vinha monitorando o crescimento das intenções de compra desde setembro. Com o suporte forrageiro estabelecido nas fazendas gaúchas, a entidade reforça que os remates especializados tornaram-se o principal canal para dar visibilidade comercial à rentabilidade por hectare da criação de búfalos no Sul do país.
