O setor avícola nacional avalia como altamente favoráveis as perspectivas para a revogação do embargo e a reabertura das exportações de carne de frango para a União Europeia. O otimismo decorre de declaração pública do secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Oliveira Soares, confirmando que o bloco aceitou os protocolos sanitários apresentados pelo Brasil. O anúncio oficial foi realizado durante o 6º Fórum Pecuária Brasil, em São Paulo.
A manifestação técnica consolida o ciclo de inspeções presenciais realizadas entre agosto e setembro por auditores europeus em granjas e plantas frigoríficas. Durante a missão, os peritos avaliaram a rastreabilidade, os sistemas de biosseguridade, os processos industriais e o rigor da fiscalização sanitária oficial, com passagens estratégicas pelas principais cooperativas e agroindústrias do Paraná. O setor aguarda agora a publicação formal do relatório para a retomada dos despachos portuários.
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Impacto financeiro do embargo nas contas regionais
Em vigor desde 3 de setembro, a suspensão temporária dos embarques impõe um impacto financeiro projetado em mais de US$ 392,2 milhões anuais às cadeias de proteína animal do Paraná:
Desempenho histórico de 2025: O estado enviou ao bloco 118,7 mil toneladas de carne de frango (US$ 382 milhões) e 1,4 mil toneladas de carne bovina (US$ 10,2 milhões);
Resultados no primeiro semestre de 2026: O faturamento paranaense com o mercado europeu alcançou US$ 224 milhões em frango (78,7 mil toneladas) e US$ 4,6 milhões em bovinos (643 toneladas), com base nos registros do Agrostat/Mapa;
Peso de mercado: A União Europeia absorve diretamente cerca de 5% de todas as carnes exportadas a partir dos portos paranaenses.
A liderança nacional do Paraná na produção e no envio de aves ao exterior torna o encerramento do veto uma prioridade sanitária e comercial para preservar o fluxo de caixa das cooperativas integradoras e evitar excedentes de carne desossada no mercado doméstico.
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