O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná atingiu o recorde histórico de R$ 213,06 bilhões em 2025, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O montante representa um crescimento nominal de 13% e uma expansão real de 9% (descontada a inflação) em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados no ciclo anterior, considerando a análise de 347 produtos e atividades rurais.
O levantamento confirma que a Região Oeste foi o principal motor econômico do campo, somando R$ 48,25 bilhões (22,64% de todo o VBP estadual) a partir do núcleo de 47 municípios que integram a região de Matelândia. O ranking regional traz em seguida o núcleo de Pato Branco, no Sudoeste, com R$ 27,46 bilhões (12,89%), e Ponta Grossa, nos Campos Gerais, com R$ 20,51 bilhões (9,62%). Na sequência aparecem Campo Mourão, com R$ 18,82 bilhões, Maringá, somando R$ 17,87 bilhões, e Londrina, que registrou R$ 16,53 bilhões. Completam a lista as regiões de Umuarama, com R$ 14,64 bilhões, Santo Antônio da Platina, com R$ 13,80 bilhões, Irati, com R$ 13,63 bilhões, Guarapuava, com R$ 13,15 bilhões, e Curitiba, que contabilizou R$ 8,42 bilhões.
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A diversidade edafoclimática do Paraná — com diferentes tipos de solo, relevo, altitude e regimes de chuvas — permite a consolidação de múltiplas cadeias produtivas de alto rendimento simultâneas no estado.
Entre os 399 municípios paranaenses, 45 ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão, concentrando 35,4% da renda bruta total. Nove cidades superaram o patamar de R$ 2 bilhões, lideradas por Toledo (R$ 5,16 bilhões), Cascavel (R$ 4,25 bilhões), Castro (R$ 4,05 bilhões), Santa Helena (R$ 2,73 bilhões) e Carambeí (R$ 2,55 bilhões), seguidas por Guarapuava, Marechal Cândido Rondon, Dois Vizinhos e Assis Chateaubriand.
Pecuária e grãos puxam o faturamento estadual
A pecuária foi o setor de maior peso na renda do campo paranaense, gerando R$ 111,7 bilhões, o correspondente a 53% do VBP total (alta real de 10%). O resultado foi impulsionado pela valorização e pelo aumento de abates nas cadeias de frango de corte, suínos, bovinos e piscicultura.
A agricultura movimentou R$ 91,2 bilhões (43% do total), com avanço real de 9%, puxada pela recuperação nas safras de grãos, que somaram R$ 81,4 bilhões (+12% real). A fruticultura faturou R$ 4,3 bilhões (+3% real), enquanto a olericultura recuou para R$ 5,2 bilhões (-25% real), afetada pela desvalorização de batata e tomate.
As cinco principais atividades econômicas responderam juntas por 54% de toda a renda agropecuária do Paraná:
A soja da primeira safra liderou o faturamento ao gerar R$ 41,95 bilhões, respondendo por 19,69% do total estadual, seguida de perto pelo frango de corte, que alcançou R$ 34,58 bilhões (16,23%). O milho da segunda safra movimentou R$ 16,12 bilhões (7,57%), enquanto a produção de leite somou R$ 12,75 bilhões e a cadeia de suínos para corte contabilizou R$ 9,46 bilhões.
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