Feijoada impulsiona consumo de carne suína no inverno

Frigorífico projeta crescimento de até 30% nas vendas de linguiça calabresa, bacon, costelinha defumada e carnes com pele
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Assessoria

Publicado em 15/05/2022

O outono está em curso e com ele chegam os primeiros dias frios do ano. Tradicionalmente, as estações mais frias são também as mais favoráveis para o consumo de embutidos, defumados e da própria carne suína in natura. Isso porque esses são os principais ingredientes de um dos pratos mais apreciados do Brasil e que combina perfeitamente nessa época: a feijoada.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada no ano passado pelo Instituto Ipsos/Datafolha, apontou que, entre diversos pratos típicos preparados em todo o Brasil, a feijoada é o mais lembrado, sendo referida por 13% dos entrevistados. No Sudeste, região onde predomina o consumo do feijão preto, a lembrança da iguaria chegou a 17%.

A versão mais tradicional do prato leva cortes rústicos como orelha, rabo e pé de porco na receita. Também  não podem faltar bacon, costelinha e linguiça; mas existem opções de feijoada para todos os gostos, da mais simples à mais elaborada.

“Linguiça calabresa, bacon, costela defumada e carnes com pele são os produtos mais procurados nesta época do ano. Tanto que projetamos um crescimento de 30% na venda desses itens durante o outono e inverno ”, informa Marcos Pezzutti, gerente comercial do RPF Group, quarto maior produtor de proteína suína do Paraná, que atua no varejo sob a  marca Rainha Alimentos.

Para esta temporada, a Rainha Alimentos apresenta duas novidades em sua linha de produtos: bacon em cubos, na versão 500 gramas; e bacon de pernil fracionado, em tabletes de 400g. A ideia é oferecer porções menores de diferentes cortes para que o consumidor possa investir na variedade de carnes adicionadas à feijoada, por exemplo.

Mais carne de porco no prato
Além da alta nas vendas de embutidos e defumados, o frio também impacta positivamente o consumo de proteína suína como um todo. “A procura por carnes in natura com pele - que possibilitam fazer o famoso porco à pururuca - tem um aumento significativo e varia de região para região, mas de um modo geral o consumo desses cortes tem acréscimo de até 15% entre os meses de maio e agosto”, destaca Pezzutti.

O gerente lembra que, de modo geral, a variedade de cortes e o preço mais atrativo em relação à carne bovina têm impulsionado o consumo interno de carne suína nos últimos anos. Em 2021 o consumo per capita desse tipo de proteína atingiu 17,7 quilos, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número representa um acréscimo de um quilograma por habitante, na comparação com 2020.


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