Os contratos futuros da soja operam no intervalo da manhã desta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) com leves perdas técnicas entre 2 e 3 pontos, cotados a US$ 13,13 por bushel no vencimento novembro, segundo levantamento divulgado pela Granoeste Corretora. O recuo ocorre após a sessão de ontem registrar ganhos consistentes entre 6 e 8 pontos, na retomada dos negócios após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Apesar da oscilação diária, o mercado internacional consolida um novo piso operacional acima da linha de US$ 13,00 por bushel. A sustentação apoia-se no apetite comprador contínuo pela oleaginosa, em perdas produtivas consolidadas na safra norte-americana e no avanço do petróleo no mercado futuro, vetor que estimula o processamento de grãos para biocombustíveis. Os investidores também recalibram posições em carteira à espera do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser publicado nesta sexta-feira.
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O mais recente relatório semanal de acompanhamento de safras do USDA manteve as condições das lavouras norte-americanas estáveis frente à semana anterior: 58% das áreas foram avaliadas em condições boas ou excelentes, 29% regulares e 13% em situação ruim ou péssima — índices que revelam estresse agronômico em comparação com o mesmo período do ano passado, quando os números apontavam 64% boas/excelentes, 26% regulares e 10% ruins/péssimas. No quesito fenológico, 26% da safra dos Estados Unidos está em fase de maturação, ante 20% registrados há um ano e na média histórica.
Pressão vendedora contida e prêmios aquecidos no Brasil
No front nacional, as exportações brasileiras de soja registraram ritmo acelerado em agosto, alcançando 9,81 milhões de toneladas segundo dados oficiais da Secex, superando os 9,33 milhões de toneladas enviados no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ciclo, o Brasil já despachou 90,9 milhões de toneladas, frente a 85,5 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.
No mercado físico interno, os analistas da Granoeste Corretora destacam que o produtor brasileiro mantém postura reticente, com baixo interesse de venda e retenção deliberada de estoques. Os poucos lotes ofertados chegam com pedidas elevadas de preço, muitas vezes acima da realidade momentânea das tradings, mas que acabam se consolidando logo adiante.
O aperto da entressafra no Brasil, somado às incertezas com o regime de chuvas na América do Sul e à colheita menor no Hemisfério Norte, dá sustentação aos negócios locais:
Prêmios nos portos: Operam valorizados e neutralizam variações cambiais, sendo indicados entre +150 e +160 centavos no spot, de +150 a +165 centavos para novembro e entre +145 e +155 centavos de dólar sobre Chicago para embarques em dezembro;
Oeste do Paraná: Indicações de compra no interior oscilam na faixa de R$ 150,00 a R$ 153,00 por saca, variando de acordo com localidade, data de embarque e condições de prazo;
Porto de Paranaguá: Cotações de referência mantêm-se balizadas entre R$ 160,00 e R$ 162,00 por saca, dependendo da flexibilidade do prazo de pagamento.
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