Os contratos futuros do milho operam em terreno negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira, acumulando perdas entre 3 e 4 centavos de dólar por bushel, conforme apontam dados da Granoeste Corretora. O movimento dá sequência às quedas registradas na sessão anterior, quando o grão recuou entre 1 e 3 pontos.
A pressão vendedora em Chicago decorre principalmente da previsão de tempo firme no Corn Belt, cenário altamente favorável para um início veloz dos trabalhos de colheita nos Estados Unidos. Pesa também a cautela dos operadores, que realizam ajustes de posição em carteira na véspera da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), marcado para esta sexta-feira.
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O acompanhamento semanal de safra divulgado pelo USDA cortou mais um ponto percentual na qualidade das lavouras norte-americanas, com 56% das áreas classificadas como boas ou excelentes, 27% regulares e 17% ruins ou péssimas. O quadro confirma estresse agronômico em relação ao mesmo período de 2025, quando as categorias registravam 68%, 23% e 9%, respectivamente. Em paralelo, a colheita norte-americana atingiu 5% da área total, superando os 4% apurados na mesma época do ano passado e a média histórica de 3%.
Queda nos embarques e cabo de guerra nas praças brasileiras
No ambiente da B3, a bolsa brasileira, as cotações do cereal operam com variações contidas. O vencimento setembro trabalha cotado a R$ 71,25 por saca, ante fechamento anterior de R$ 71,19, enquanto o contrato de novembro opera em R$ 76,80 por saca, contra R$ 76,91 da sessão precedente. O dólar comercial registra leve alta, cotado a R$ 5,09, após encerrar o dia anterior a R$ 5,089.
Pelo lado do comércio exterior, a Secex aponta que as exportações brasileiras de milho somaram 4,65 milhões de toneladas no mês de agosto, recuo expressivo frente aos 6,85 milhões de toneladas registrados em agosto de 2025. No acumulado do ciclo atual, os despachos somam 10,3 milhões de toneladas, contra 12,1 milhões no mesmo intervalo da temporada passada.
No mercado físico nacional, a equipe da Granoeste Corretora reporta um cenário de baixa liquidez e distanciamento entre as pontas. Os agricultores mantêm postura retraída e controlam o volume de vendas na tentativa de forçar valorizações. Em contrapartida, as indústrias consumidoras e fábricas de ração permanecem confortavelmente abastecidas no curto prazo, recusando-se a adotar posturas agressivas de compra:
Oeste do Paraná: As indicações de compra no balcão operam entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca, com valores variando conforme prazos e localização geográfica das cargas;
Porto de Paranaguá: As cotações de referência para exportação oscilam no intervalo de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca, condicionadas aos prazos acordados de liquidação financeira.
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