O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um importante avanço diplomático e sanitário para a cadeia avícola nacional: o governo da Malásia passou a reconhecer formalmente o princípio de regionalização sanitária do Brasil para a doença de Newcastle. Com a medida, os impedimentos comerciais às importações de produtos avícolas brasileiros aplicados pelo país asiático foram delimitados estritamente ao estado de Santa Catarina, desbloqueando as operações de venda das plantas habilitadas nas demais unidades da Federação.
A flexibilização representa um alívio estratégico para os frigoríficos brasileiros. Com o recuo malaio, o Uruguai tornou-se a única nação compradora a manter uma suspensão horizontal sobre os produtos avícolas de todo o território brasileiro.
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Mapa das barreiras comerciais internacionais
A atualização das negociações multilaterais estabelece o seguinte panorama para as exportações de aves do Brasil:
Suspensão total para o Brasil: Uruguai;
Suspensão restrita a Santa Catarina: Malásia, China, Arábia Saudita, Chile, México, Peru, Turquia, União Econômica Eurasiática (formada por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia), Paraguai e Uzbequistão.
Para honrar os compromissos sanitários multilaterais perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Mapa mantém o bloqueio de exportações para os municípios inseridos na área de emergência de Santa Catarina, que engloba Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Em nota técnica, o ministério tranquilizou a população e reforçou que o consumo de produtos avícolas submetidos ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) e aos órgãos estaduais segue perfeitamente seguro e isento de contraindicações à saúde humana.
Transparência e articulação internacional
A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária seguem em diálogo ininterrupto com adidos agrícolas e departamentos sanitários dos principais parceiros comerciais. A estratégia brasileira consiste em enviar relatórios atualizados sobre as barreiras de trânsito animal, planos de contingência e vistorias de biosseguridade em campo.
O trabalho busca acelerar a retirada gradual das restrições e certificar que a detecção precoce de focos, longe de comprometer a sanidade nacional, comprova a eficiência dos mecanismos de controle e vigilância epidemiológica do agronegócio brasileiro.
